A greve geral desta quarta-feira causou constrangimentos nos principais aeroportos portugueses, com centenas de voos afetados. Segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, cerca de 65% da operação aérea prevista não foi realizada.
Numa comunicação dirigida aos associados, o sindicato informa que, dos 508 voos inicialmente programados pelas companhias abrangidas pela paralisação, 329 já foram cancelados.
Os dados apresentados incluem as transportadoras aéreas com as quais foram acordados serviços mínimos, correspondentes a 94 voos.
A estrutura sindical reforça ainda que a greve não tem como alvo as companhias aéreas, mas sim o pacote laboral em discussão, que considera poder aumentar a precariedade e a insegurança no trabalho.
Entretanto, a informação disponibilizada pela ANA – Aeroportos de Portugal apontava, durante a manhã, para 201 voos cancelados nos principais aeroportos nacionais. Em Lisboa registavam-se 86 cancelamentos, distribuídos entre partidas e chegadas. No Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, estavam cancelados 59 voos.
No Aeroporto de Faro contabilizavam-se 43 cancelamentos, enquanto nas regiões autónomas eram reportados oito voos cancelados no Funchal e cinco em Ponta Delgada.
As diferenças entre os números divulgados pela ANA e os sindicatos poderão resultar de alterações e reprogramações efetuadas pelas companhias aéreas antes do início da greve.




