Governo garante que novo Aeroporto de Lisboa vai ficar a 20 minutos de Lisboa através da terceira travessia do Tejo
A ANA Aeroportos de Portugal entregou ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, no dia 16 de julho de 2026, o Relatório Técnico do Novo Aeroporto de Lisboa, Luís de Camões. O documento consolida os resultados dos estudos de conceção preliminar, nomeadamente o programa funcional, a capacidade operacional, a conectividade multimodal e as soluções estruturais previstas a longo prazo.
A sessão de apresentação “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, teve lugar nesta quarta-feira, 22 de julho, no Centro de Congressos e Reuniões do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Até ao final do mês, a versão final do Estudo de Impacte Ambiental será submetido à Agência Portuguesa do Ambiente e ao Governo, em conformidade com o calendário previsto. Segue-se a avaliação pelas autoridades competentes e fase de projeto de execução e de arquitetura.
A entrega destes dois documentos constitui uma etapa relevante no desenvolvimento do Novo Aeroporto de Lisboa e enquadra-se no processo em curso para dotar o país de uma infraestrutura aeroportuária moderna, competitiva e sustentável, preparada para responder à evolução da procura e às necessidades futuras de conectividade.
O desenvolvimento do Novo Aeroporto de Lisboa envolve uma equipa multidisciplinar com mais de 250 engenheiros, especialistas, técnicos e profissionais das várias áreas.
O Aeroporto Luís de Camões foi concebido para integrar tecnologia avançada, eficiência operacional e critérios de sustentabilidade ambiental para ser um edifício Net Zero. Com capacidade prevista para 56 milhões de passageiros por ano no ano de abertura, a nova infraestrutura permitirá acompanhar o crescimento da mobilidade aérea em Portugal nas próximas décadas, com desenvolvimento até 85 milhões de passageiros. O projeto prevê duas pistas na fase inicial, 64 portas de embarque, 72 pontes de embarque em contacto, um terminal de passageiros com cerca de 500.000 m² e soluções tecnológicas orientadas para a otimização das operações e para a melhoria da experiência do passageiro.
Para assegurar o desenvolvimento atempado do Aeroporto Luís de Camões, o Governo está também a avançar com um conjunto de decisões e ações preparatórias essenciais à sua construção e futura operação. Entre estas destacam-se a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete, cujo cronograma faseado prevê a libertação da área destinada ao NAL até 2029, a reestruturação do espaço aéreo, de forma a compatibilizar a operação do NAL com o restante tráfego aéreo civil e militar nacional, e o planeamento das infraestruturas de suporte indispensáveis, incluindo os sistemas de abastecimento de água, combustível, energia elétrica e telecomunicações. Simultaneamente, está a ser desenvolvida uma nova rede de acessibilidades, concebida para assegurar uma ligação rápida, eficiente e sustentável ao aeroporto. O Aeroporto Luís de Camões será servido por uma ligação ferroviária de alta velocidade, com um serviço shuttle direto ao centro de Lisboa em cerca de 20 minutos, através da Terceira Travessia do Tejo. Ao nível rodoviário, contará com uma rede desenhada de raiz para responder às necessidades da nova infraestrutura, incluindo mais de 250 quilómetros de novas vias e mais de 50 quilómetros de requalificação e melhoria da rede existente.
Em paralelo, a ANA | VINCI Airports prossegue o Programa de Investimentos em curso e previstos para a modernização das infraestruturas aeroportuárias da rede portuguesa. Entre os principais projetos incluem-se, em Lisboa, a ampliação do Terminal 1, a nova placa de estacionamento de aeronaves, a área de controlo de fronteiras e expansão do Terminal 2; no Porto, a renovação integral da pista, o novo Centro de Controlo das Operações Aeroportuárias e a modernização do terminal; bem como projetos de expansão e modernização em Faro, renovação dos terminais nos Açores e na Madeira.
Nicolas Notebaert, CEO da VINCI Concessions e Presidente da VINCI Airports, afirmou: “A entrega do Relatório Técnico de Engenharia representa uma etapa importante na preparação do futuro aeroporto de Lisboa e confirma o cumprimento do calendário previsto.
Em paralelo, continuamos a desenvolver o programa de investimentos nas atuais infraestruturas aeroportuárias do país, com o objetivo de reforçar a capacidade, a eficiência operacional e a qualidade de serviço da rede portuguesa.
A VINCI Airports continuará a colocar a sua experiência técnica, operacional e financeira ao serviço do desenvolvimento de infraestruturas aeroportuárias modernas, competitivas e sustentáveis, capazes de responder à evolução da mobilidade aérea, apoiar a conectividade do território e contribuir para a transição ambiental do setor.”
Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e Habitação, afirmou: “Sonhámos durante 50 anos com um novo aeroporto e hoje estamos a cumpri-lo. Estamos a investir mais de 400 milhões nos aeroportos de hoje e no aeroporto Luís de Camões de amanhã, para construir um Portugal que cresce, ligado de norte a sul e das ilhas ao mundo, e que abre as suas portas a 40 milhões de passageiros.”




