O programa de desenvolvimento do Boeing 777X continua a dar passos importantes rumo à certificação. A fabricante norte-americana concluiu mais um marco ao colocar no ar a sétima aeronave de pré-produção da versão 777-9, que realizou o seu voo inaugural a 29 de julho a partir do Boeing Field, em Seattle. Com este voo, o programa ultrapassou também as 4.800 horas acumuladas em campanhas de ensaio.
A mais recente aeronave de testes permaneceu no ar durante cerca de três horas, sobrevoando os estados de Washington, Oregon e Idaho, antes de regressar ao aeroporto de origem.
Depois de completar milhares de horas de testes e mais de 1.700 voos de ensaio, o programa entra agora numa das fases mais importantes do processo de certificação. A Boeing prepara-se para realizar os testes ETOPS (Extended-range Twin-engine Operational Performance Standards), destinados a demonstrar que o bimotor reúne todas as condições para operar em rotas de longa distância afastadas de aeroportos alternativos.
Em simultâneo, continuam as demonstrações operacionais exigidas pela Federal Aviation Administration (FAA), incluindo inspeções finais e avaliações em condições de operação comercial, consideradas essenciais para validar a maturidade e fiabilidade da aeronave antes da entrada em serviço.
Inicialmente previsto para começar a operar em 2020, o Boeing 777-9 viu o calendário sofrer sucessivos adiamentos. As alterações de engenharia, o reforço dos requisitos de certificação na sequência dos acidentes com o 737 MAX e diversas modificações ao projeto acabaram por atrasar o programa em mais de sete anos, com impacto significativo nos custos e no planeamento industrial da fabricante.
Entre os principais clientes do novo avião encontram-se a Lufthansa, que será a companhia lançadora da versão 777-9, e a Emirates, atualmente o maior cliente do programa, com uma encomenda de 205 aeronaves.
O 777X incorpora várias novidades tecnológicas, entre as quais se destacam as asas em material compósito com pontas dobráveis, os motores GE9X de nova geração e melhorias aerodinâmicas destinadas a reduzir o consumo de combustível, ao mesmo tempo que aumentam a capacidade de transporte relativamente às gerações anteriores do 777. O modelo foi desenvolvido para competir diretamente com o Airbus A350 no segmento dos voos de longo curso de elevada capacidade.





