A companhia aérea brasileira Azul assinalou esta quinta-feira, 17 de setembro, uma década de operações em Portugal, período durante o qual transportou mais de 2,5 milhões de passageiros nas ligações entre os dois países.
Portugal foi o primeiro mercado europeu da transportadora, que iniciou os voos para Lisboa em 2016. Desde então, a Azul realizou mais de 10.400 voos entre Portugal e o Brasil e expandiu a sua presença no mercado nacional, passando também a operar no Aeroporto do Porto.
Os números foram apresentados por Fábio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da companhia, durante uma iniciativa comemorativa que decorreu na residência oficial do embaixador do Brasil em Portugal.
O responsável destacou a importância estratégica do mercado português para a Azul, sublinhando a consolidação da operação ao longo dos últimos dez anos e a recente expansão da rede internacional, que inclui também Madrid.
Atualmente, a companhia disponibiliza dois voos diários entre Lisboa e Campinas, no estado brasileiro de São Paulo. A partir do Porto, mantém uma ligação diária, com serviços para Campinas e Recife.
Em Espanha, a Azul iniciou as operações para Madrid em junho de 2025. Desde então, realizou 792 voos nesta rota e transportou mais de 187 mil passageiros entre Espanha e o Brasil, segundo os dados divulgados pela transportadora.
De acordo com dados oficiais, entre janeiro e julho de 2026, cerca de 370 mil passageiros viajaram entre o Brasil e Lisboa, Porto e Madrid, considerando os movimentos de chegada e partida.
Reestruturação financeira abre caminho a uma nova fase
A Azul atravessa um período de transformação, na sequência do processo de reestruturação financeira concluído em fevereiro, nos Estados Unidos, ao abrigo do Capítulo 11 da lei de falências norte-americana.
O processo foi finalizado após a celebração de acordos com os principais credores, incluindo a empresa de locação de aeronaves AerCap e as companhias United Airlines e American Airlines.
A reestruturação permitiu à transportadora reduzir em cerca de 1,1 mil milhões de dólares (959 milhões de euros) a dívida relacionada com empréstimos e financiamentos. A dívida associada ao aluguer de aeronaves diminuiu quase 40%, enquanto os pagamentos anuais de juros foram reduzidos para menos de metade.
Fábio Campos considera que este processo representa uma oportunidade para a companhia renovar a sua estratégia e reforçar a oferta aos passageiros.
A United Airlines é atualmente um dos principais acionistas de referência da Azul, enquanto a entrada da American Airlines no capital se encontra, segundo o responsável, na fase final de aprovação. A estrutura acionista integra igualmente diversos fundos de investimento, sobretudo norte-americanos.
Nova classe e reforço da frota de longo curso
A transportadora brasileira prepara também uma renovação da sua oferta comercial, com o lançamento de uma nova classe de serviço, denominada Azul Comfort, destinada aos voos internacionais.
A iniciativa deverá integrar um relançamento mais abrangente do produto da companhia, embora não tenham sido avançados, nesta ocasião, todos os detalhes sobre a sua implementação.
Paralelamente, a Azul está a reforçar a frota de longo curso. A companhia já recebeu dois Airbus A330-200, de um total de cinco aeronaves previstas, e espera receber diretamente da fábrica o seu segundo Airbus A330-900neo até ao final de 2026.
No conjunto, a transportadora pretende incorporar 11 aeronaves Airbus A330-900neo na sua frota, aumentando a capacidade disponível para lançar novas rotas internacionais e reforçar as ligações existentes.





