Vários voos comerciais foram alvo de ameaças de bomba esta terça-feira, 3 de novembro, levando à ativação de procedimentos de segurança em aeroportos da Polónia, Espanha, Itália e Bulgária. Pelo menos seis ligações aéreas foram afetadas, com desvios de aeronaves, evacuações de passageiros e inspeções de segurança. Em Itália, um avião da Ryanair chegou mesmo a ser acompanhado por caças da Força Aérea italiana.

Até ao momento, nenhuma das ameaças resultou na descoberta de explosivos a bordo das aeronaves envolvidas.

Na Polónia, o voo LO286 da LOT Polish Airlines, proveniente de Londres Heathrow com destino a Varsóvia, foi desviado para o aeroporto de Varsóvia-Modlin, na sequência de um alerta recebido às 09h54 locais. O Boeing 737 MAX aterrou em segurança às 10h01, transportando 181 pessoas.

Os passageiros foram retirados do avião enquanto as autoridades realizavam uma busca à aeronave. Não foram encontrados quaisquer objetos suspeitos, tendo os passageiros sido posteriormente transportados de autocarro para o aeroporto de Varsóvia-Chopin. O aeroporto de Modlin esteve encerrado durante aproximadamente duas horas, retomando depois a operação normal.

Também na Polónia, o voo SK751 da Scandinavian Airlines, que ligava Copenhaga a Varsóvia, foi alvo de uma ameaça semelhante. O avião aterrou normalmente no aeroporto de Varsóvia-Chopin, onde os passageiros desembarcaram para permitir a realização de verificações de segurança. Uma das pistas esteve temporariamente encerrada, mas o aeroporto manteve-se em funcionamento.

Em Espanha, a ameaça envolveu o voo FR4116 da Ryanair, entre Manchester e Múrcia. A aeronave aterrou em segurança no aeroporto internacional de Múrcia, onde os 114 passageiros e os sete tripulantes desembarcaram para a realização de inspeções.

A Guarda Civil espanhola mobilizou equipas policiais e especialistas em desativação de explosivos. Francisco Lucas, representante do Governo espanhol na região de Múrcia, confirmou posteriormente que a presença de explosivos tinha sido excluída e que o aeroporto retomara a atividade normal.

Em Itália, dois voos da Ryanair com destino ao aeroporto de Roma-Fiumicino foram sujeitos a operações de segurança na sequência de ameaças distintas. Uma das aeronaves tinha partido de Lisboa, enquanto o voo FR9611 tinha origem em Dublin.

Neste último caso, a ameaça anónima levou a Força Aérea italiana a mobilizar caças para acompanhar o avião até à aterragem. As autoridades inspecionaram a aeronave, os passageiros, a tripulação e as bagagens, não tendo sido encontrados explosivos em nenhum dos dois voos.

Na Bulgária, as autoridades investigaram igualmente ameaças relacionadas com aeronaves com destino ao aeroporto de Sófia. Entre os voos identificados encontram-se o W64390 da Wizz Air, proveniente de Milão-Bérgamo, e uma ligação com origem em Dublin. Foram realizadas verificações de segurança, enquanto as autoridades procuram identificar os responsáveis pelo envio das mensagens.

Os primeiros relatos fizeram também referência a uma aeronave proveniente de Israel, embora os detalhes relativos aos incidentes registados em Sófia ainda não estejam totalmente esclarecidos.

Outro incidente já tinha obrigado a desviar um voo da Wizz Air

Esta vaga de ameaças surge um dia depois de um incidente semelhante envolvendo um voo da Wizz Air entre Londres-Luton e Sófia, na segunda-feira, 2 de novembro.

O Airbus A321 foi desviado para Budapeste quando sobrevoava a Bósnia e Herzegovina, depois de ter sido recebida uma ameaça de bomba. A Força Aérea húngara mobilizou caças Gripen para acompanhar a aeronave até à aterragem em segurança.

Após as inspeções realizadas pelas autoridades húngaras, também neste caso não foram encontrados explosivos. O avião pôde posteriormente prosseguir viagem para a Bulgária.

Até agora, não foi estabelecida qualquer ligação entre as diferentes ameaças registadas nos últimos dois dias, nem identificada uma origem comum para as mensagens. As investigações continuam, com as autoridades búlgaras e dos restantes países envolvidos a procurarem determinar a identidade dos responsáveis.