A greve geral marcada para esta quarta-feira deverá provocar perturbações significativas no setor da aviação, embora várias companhias aéreas tenham assegurado a realização de voos considerados essenciais através da definição de serviços mínimos.

A paralisação, convocada pela CGTP em protesto contra a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, poderá afetar operações aeroportuárias, tripulações e serviços de apoio à atividade aérea. Ainda assim, acordos alcançados entre empresas e representantes dos trabalhadores, bem como decisões das autoridades competentes, permitem manter parte da operação.

Na TAP, os serviços mínimos acordados preveem a realização de dezenas de ligações nacionais e internacionais. Estão salvaguardados voos entre o continente e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, bem como rotas para países com forte ligação à comunidade portuguesa, incluindo Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Brasil e Estados Unidos. Algumas ligações europeias estratégicas, como Paris, Londres, Bruxelas, Frankfurt, Roma, Luxemburgo, Nice e destinos na Suíça, também deverão ser realizadas.

A SATA Internacional garantirá igualmente várias ligações entre Lisboa, Ponta Delgada, Terceira, Horta e Funchal. Os serviços mínimos incluem ainda os voos de regresso às bases operacionais provenientes da América do Norte, nomeadamente de Boston, Toronto e Montreal.

No segmento das companhias de baixo custo, a easyJet chegou a entendimento com os sindicatos para assegurar um conjunto limitado de operações. Entre os voos previstos encontram-se ligações entre Lisboa e o Funchal, bem como rotas para cidades como Londres, Basileia, Nice e Luxemburgo. A partir do Porto deverão realizar-se voos para Paris, Genebra, Luxemburgo e Funchal.

Já na Ryanair, os serviços mínimos foram determinados por despacho governamental. A transportadora deverá manter algumas ligações entre Lisboa, Porto e Faro com destinos como Londres, Luxemburgo, Paris e Funchal.

Além das operações aéreas, foram também definidos serviços mínimos para o abastecimento de combustível de aviação. No caso da Repsol, ficará assegurada uma equipa mínima para apoiar a atividade nos aeroportos de Lisboa e Faro, contribuindo para a continuidade dos voos abrangidos pelos serviços mínimos.

Apesar destas garantias, os passageiros são aconselhados a acompanhar a informação disponibilizada pelas companhias aéreas e pelos aeroportos, uma vez que a greve poderá originar atrasos, alterações de horários e cancelamentos de voos não abrangidos pelos serviços mínimos.

O impacto final da paralisação dependerá da adesão dos trabalhadores, mas o setor da aviação prepara-se para operar com uma capacidade reduzida, concentrando recursos nas ligações consideradas indispensáveis para a mobilidade de passageiros e para a continuidade das ligações entre Portugal e vários destinos internacionais.