Os Estados Unidos destruíram pelo menos uma aeronave que ficou imobilizada durante uma missão de resgate em território iraniano, com o objetivo de evitar que caísse em mãos inimigas, avançou a Fox News. Apesar do incidente, todos os militares envolvidos foram evacuados em segurança.
De acordo com a mesma fonte, a aeronave — possivelmente um C-130 Hercules — terá ficado presa na lama durante a operação, tornando impossível a sua recuperação. Perante essa situação, as forças norte-americanas optaram por destruir o aparelho no terreno, seguindo os procedimentos padrão para impedir a captura de equipamento sensível.
A missão fazia parte de uma operação mais ampla para localizar e resgatar um oficial de sistemas de armas da Força Aérea dos EUA, cujo caça F-15E Strike Eagle tinha sido abatido no sudoeste do Irão. Um dos militares foi inicialmente dado como desaparecido em território hostil, mas acabou por ser localizado e resgatado com sucesso.
Segundo responsáveis citados pela Fox News, os pilotos ejetaram-se após o avião ter sido atingido. O outro piloto terá procurado refúgio em terreno elevado, onde permaneceu escondido durante cerca de 48 horas, aguardando o resgate. Durante esse período, terá utilizado comunicações encriptadas ou um dispositivo de emergência para ajudar a localizar a sua posição.
A operação envolveu uma resposta coordenada entre várias agências, com destaque para a CIA, que desempenhou um papel central na recolha de informações. Um alto responsável indicou que a agência terá conduzido uma campanha de desinformação no Irão antes da missão, com o intuito de confundir as forças iranianas.
O resgate foi autorizado pelo presidente Donald Trump e executado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), com o apoio de centenas de militares, incluindo forças de operações especiais e várias aeronaves de diferentes ramos das forças armadas.
Fontes oficiais indicaram que não houve confrontos diretos entre forças norte-americanas e iranianas, embora tenham sido efetuados disparos para impedir a aproximação de forças hostis à zona de resgate.
Há ainda indicações de que Israel terá prestado apoio indireto à operação, nomeadamente através da partilha de informações e da limitação da atividade aérea iraniana durante o período da missão, que durou cerca de 36 horas.
Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que a operação envolveu dezenas de aeronaves e descreveu-a como uma das maiores missões de busca e salvamento da história militar dos EUA. O presidente garantiu que o militar resgatado se encontra “seguro e em boas condições”.
O incidente evidencia os desafios logísticos enfrentados em operações de alto risco em territórios hostis, especialmente quando condições no terreno impedem a recuperação de equipamento militar crítico.





