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A NASA pretende lançar no próximo dia 1 de abril de 2026 a missão Artemis II, que deverá levar seres humanos ao ponto mais próximo da Lua em mais de cinquenta anos. O anúncio foi feito pela agência espacial norte-americana a 12 de março, após o adiamento da missão em fevereiro devido a problemas técnicos.

O lançamento está previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Florida, caso sejam concluídos a tempo os trabalhos finais de preparação. Antes disso, a NASA planeia transportar o foguetão Space Launch System (SLS) e a nave Orion até à plataforma de lançamento 39B no dia 19 de março.

A missão Artemis II é considerada um passo fundamental no regresso da exploração humana à Lua. A tripulação, composta por quatro astronautas, deverá viajar mais longe no espaço profundo do que qualquer missão tripulada anterior.

Durante a missão, a nave passará pelo lado oculto da Lua a uma altitude estimada entre cerca de 4.800 e 14.500 quilómetros. A tripulação irá testar os sistemas da cápsula Orion e realizar experiências científicas importantes para preparar futuras missões tripuladas, incluindo um novo pouso lunar — algo que não acontece desde 1972.

O foguetão Space Launch System foi desenvolvido para transportar cargas mais pesadas e oferecer maior capacidade energética do que qualquer outro foguetão atualmente em operação. Já a nave Orion foi concebida como veículo de exploração capaz de transportar e sustentar astronautas em missões lunares e garantir o seu regresso seguro à Terra.

O plano de voo prevê que a Orion realize inicialmente duas órbitas à Terra. Em seguida, a nave seguirá numa trajetória em forma de oito à volta da Lua antes de regressar ao planeta.

O calendário da missão sofreu um atraso depois de os engenheiros terem detetado falhas técnicas durante um teste pré-lançamento realizado em fevereiro. Durante um ensaio geral com abastecimento completo do foguetão, registou-se um problema no fluxo de hélio destinado ao estágio superior do lançador.

Após inspeções, os técnicos identificaram uma vedação num conector que bloqueava a passagem do gás entre os sistemas terrestres e o foguetão. O componente foi removido, o sistema voltou a ser montado e foram realizados novos testes com fluxo reduzido de hélio para confirmar que a falha tinha sido resolvida.

A NASA continua a analisar as causas que levaram ao deslocamento da vedação, com o objetivo de evitar que o problema volte a ocorrer em futuras operações.