A Turkish Airlines alcançou um lucro de 2,2 mil milhões de dólares nas suas operações principais em 2025, evidenciando a solidez do seu modelo de negócio num contexto marcado por tensões geopolíticas, incerteza económica e constrangimentos na indústria aeronáutica.
No quarto trimestre, as receitas totais cresceram 12% face ao período homólogo, atingindo 6,3 mil milhões de dólares. No conjunto do ano, as receitas aumentaram 6,3%, fixando-se em 24,1 mil milhões de dólares. O lucro das operações principais no último trimestre subiu 23%, para 534 milhões de dólares, elevando o total anual para 2,2 mil milhões.
O EBITDAR — indicador da capacidade de geração de caixa operacional — alcançou 5,7 mil milhões de dólares, com uma margem de 23,7%, acima do ponto médio da meta de longo prazo. Para 2026, a companhia prevê uma margem entre 22% e 24%, sustentada pelo forte desempenho registado no início do ano.
Em 2025, os ativos consolidados ascenderam a 46,6 mil milhões de dólares e o número total de trabalhadores, incluindo subsidiárias, ultrapassou os 101 mil. A empresa investiu 6 mil milhões de dólares no último ano, elevando para cerca de 20 mil milhões o total aplicado nos últimos cinco anos.
Apesar de dificuldades na entrega de aeronaves e motores, a frota cresceu 5%, para 516 aviões no final do ano. A companhia transportou 92,6 milhões de passageiros e 2,2 milhões de toneladas de carga, alcançando os melhores resultados operacionais da sua história.
As receitas de passageiros aumentaram 7,4%, impulsionadas pela procura internacional e pelo segmento premium. Embora as tarifas unitárias de carga tenham sido pressionadas pela desaceleração do comércio global, o volume transportado subiu 16,6%, gerando 3,4 mil milhões de dólares em receitas.
