O presidente executivo da International Airlines Group (IAG), Luis Gallego, recebeu em 2025, entre salário e incentivos, 7,16 milhões de euros, um aumento de 12,8% atribuído pela ‘holding’ à evolução positiva dos resultados.
No seu relatório de remunerações, citado hoje pela Efe, o grupo que integra Iberia, British Airways, Vueling, Aer Lingus e Level, refere que a remuneração fixa de Gallego em 2025 foi de 1,248 milhões de euros — mais 2%.
Deste valor, 1,076 milhões de euros diziam respeito a salário base — subida de 2,5%, em linha com o aumento médio dos restantes trabalhadores — e 43.000 a complementos salariais. Gallego recebeu 134.000 euros em contribuições para a sua pensão.
Quanto à remuneração variável, Luis Gallego amealhou 5,91 milhões de euros, dos quais 3,92 milhões de euros correspondem ao incentivo de longo prazo ao abrigo do Plano de Ações Restritas, concedido em março de 2023 e que depende de objetivos financeiros.
O incentivo reflete-se na remuneração de 2025, embora apenas se consolide em março, e está sujeito a um período de retenção de dois anos.
Os restantes 1,99 milhões de euros são o incentivo anual pelos resultados alcançados em 2025, quando teve lucros de 3.342 milhões de euros (subida de 22,3%).
Destes, 1,59 milhões de euros são em dinheiro e cerca de 400.000 euros em ações, que devem ser mantidas pelo menos três anos.
Em 2026, o salário de Luis Gallego deverá aumentar 3%, em linha com a maioria dos funcionários dos quadros, refere a IAG.
Em novembro, a IAG formalizou interesse na privatização da TAP.
O Governo anunciou em 19 de dezembro ter concluído a fase de pré-qualificação da privatização da TAP e mandatou a Parpública para enviar, a partir de 02 de janeiro, os convites para a apresentação de propostas não vinculativas, cujo prazo termina em 02 de abril.
O caderno de encargos prevê a alienação de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse que todas as entidades que manifestaram interesse – Air France-KLM, IAG e Lufthansa – cumpriram os requisitos e passaram à segunda fase.
