A partir do início de 2026, as subsidiárias europeias Austrian Airlines, SWISS e Brussels Airlines deixam de decidir planeamento de rede, gestão de capacidade e vendas, funções que passam a ser centralizadas na sede do grupo. As companhias manterão sobretudo a experiência a bordo.

O Grupo Lufthansa vai apertar o controlo sobre as suas principais subsidiárias europeias ao centralizar planeamento de rotas, capacidade e vendas na casa-mãe, deixando às marcas um foco mais operacional na gestão do serviço ao passageiro. A mudança, descrita num memorando interno e noticiada pelo Handelsblatt, começa no início de 2026

De acordo com o memorando, Austrian, SWISS e Brussels “cedem” à sede do grupo a definição de oferta (capacidade), o desenho da rede e a política comercial. Um porta-voz confirmou o objetivo de ganhar eficiência, rentabilidade e satisfação do cliente, sem detalhar, para já, a execução por etapas

A medida alinha com declarações anteriores do CEO Carsten Spohr sobre a necessidade de recuperar e estabilizar a companhia-mãe até 2026, num contexto de custos elevados e constrangimentos na entrega de novos aviões

O que muda na prática será uma rede mais coordenada entre marcas (rotas, frequências e horários), campanhas comerciais integradas e redução de redundâncias entre equipas locais. Não foram divulgados pormenores sobre impacto laboral ou ajustes organizacionais em cada transportadora; estes pontos permanecem em desenvolvimento e dependem de comunicação futura do grupo.