F-35A

A Força Aérea Portuguesa (FAP) considera o F-35A Lightning II, produzido pela Lockheed Martin, como a opção mais adequada para substituir a atual frota de F-16. Esta conclusão resulta de uma avaliação técnica interna baseada em cerca de vinte critérios de análise, na qual o modelo norte-americano obteve a classificação mais elevada entre os concorrentes avaliados.

O programa de renovação da frota poderá envolver a aquisição de 14 a 28 aeronaves de combate, representando um investimento estimado entre três e cinco mil milhões de euros. Apesar de ainda não existir um concurso público formalmente lançado, os principais fabricantes internacionais já acompanham o processo com interesse.

Além do F-35A, a análise considerou outras alternativas disponíveis no mercado, incluindo o Gripen E, desenvolvido pela empresa sueca Saab, o Eurofighter Typhoon e o Rafale francês. Entre estes modelos, o Gripen E terá alcançado a segunda melhor classificação. Em entrevista recente à Aviação TV, Micael Johansson CEO da Saab, fabricante do Gripen afirmou que ainda não existe um processo formal em Portugal para aquisição de novos caças, mas que já transmitiu ao Ministério da Defesa e à Força Aérea informações sobre a sua proposta.

A preferência pelo F-35 não constitui uma posição recente dentro da FAP. Nos últimos anos, vários responsáveis militares têm destacado as capacidades deste avião, sobretudo no contexto da modernização das forças aéreas e da integração em operações conjuntas da NATO. A aposta em tecnologias de quinta geração é vista como um elemento central para o desenvolvimento futuro das capacidades operacionais portuguesas, incluindo a crescente relevância do domínio espacial.

A ligação entre a Força Aérea Portuguesa e a Lockheed Martin remonta à introdução dos F-16 em Portugal durante a década de 1990, mantendo-se desde então uma relação operacional consolidada com os sistemas produzidos pela empresa norte-americana.

Apesar das indicações provenientes da avaliação técnica militar, a decisão final permanece sob responsabilidade do poder político. O Ministério da Defesa Nacional tem sublinhado que o processo de aquisição ainda não foi formalmente iniciado e que qualquer escolha dependerá de uma análise abrangente de fatores militares, estratégicos, económicos e geopolíticos.

Desta forma, embora o F-35 surja atualmente como a solução preferida da Força Aérea, a definição da futura aeronave de combate portuguesa dependerá das decisões governamentais que vierem a ser tomadas no decorrer do processo de aquisição.