A Boeing encerrou o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo líquido de 435 milhões de dólares, um resultado que representa uma melhoria significativa face às perdas registadas no mesmo período do ano anterior, quando o fabricante norte-americano contabilizou um resultado negativo de 734 milhões de dólares.

Entre janeiro e junho, a empresa registou receitas de 46.777 milhões de dólares, o que corresponde a um crescimento de cerca de 4,5 mil milhões de dólares em comparação com o primeiro semestre de 2025, refletindo a recuperação gradual da atividade da divisão de aviação comercial.

No segundo trimestre, a faturação aumentou 8%, atingindo os 24.560 milhões de dólares. Durante o mesmo período, o fluxo de caixa operacional foi positivo em 631 milhões de dólares, reforçando os sinais de estabilização financeira da fabricante.

Os resultados trimestrais ficaram abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para um pequeno lucro. No entanto, as contas foram penalizadas por um encargo extraordinário de 280 milhões de dólares associado ao programa VC-25B, responsável pela construção da próxima geração das aeronaves presidenciais dos Estados Unidos.

Segundo a Boeing, este custo adicional resulta do reforço dos recursos humanos e técnicos afetos ao programa, com o objetivo de cumprir o calendário atualmente previsto, que aponta para a entrega do primeiro aparelho em meados de 2028 e do segundo durante o ano seguinte.

A divulgação dos resultados foi bem recebida pelos investidores, com as ações da empresa a valorizarem cerca de 1% nas negociações que antecederam a abertura da Bolsa de Nova Iorque.

Numa mensagem dirigida aos colaboradores, o presidente executivo da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou que a empresa continua a evoluir de forma positiva, sublinhando que o segundo trimestre voltou a demonstrar progressos consistentes em várias áreas da atividade.

Para o restante ano, a Boeing mantém a expectativa de aumentar o número de entregas de aviões comerciais, apoiando essa recuperação na aceleração da produção da família 737 MAX.