No dia 28 de janeiro de 2025, um Boeing 737 da Max Air sofreu o colapso do trem ao chegar ao Aeroporto Internacional Malam Aminum, em Kano, Nigéria. A aeronave, modelo 737-400 com matrícula 5N-MBD, realizava um voo a partir do Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos. Após ultrapassar os limites da pista, acabou por efetuar uma aterragem de emergência pouco depois das 22h00.
O trem de nariz da aeronave colapsou completamente, enquanto os quatro pneus principais rebentaram. Os passageiros foram evacuados através das saídas de emergência, muitos em evidente estado de pânico. Apesar da gravidade do incidente, a companhia aérea confirmou que todos os 53 passageiros e os seis tripulantes saíram ilesos.
Após o incidente, a Max Air anunciou a suspensão das suas operações domésticas durante três meses para realizar uma revisão completa de segurança. A companhia explicou que este período será utilizado para inspecionar toda a frota, reforçar os protocolos de manutenção e reavaliar os programas de formação dos pilotos.
O incidente de janeiro não é um caso isolado. A 7 de maio de 2023, o mesmo Boeing 737-400 sofreu rebentamento múltiplo de pneus durante a aterragem no Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe, em Abuja, transportando 143 passageiros. O episódio levou ao encerramento temporário do aeroporto para limpeza da pista.
Mais recentemente, a 5 de dezembro de 2024, um Boeing 737-3H4 da Max Air, com matrícula 5N-BBM, enfrentou um incêndio dez minutos após a descolagem do Aeroporto de Maiduguri. A aeronave, que transportava mais de 70 pessoas, incluindo o vice-governador do estado de Borno, Usman Kadafur, foi forçada a realizar uma aterragem de emergência.
Estas ocorrências sucessivas têm gerado preocupações quanto aos procedimentos de manutenção e segurança operacional da companhia. O Gabinete Nigeriano de Investigação de Segurança (NSIB) já apontou falhas de manutenção e problemas elétricos como fatores contributivos para algumas destas ocorrências.





