A aviação gera anualmente cerca de 20,2 mil milhões de dólares para a economia portuguesa e sustenta aproximadamente 335 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, segundo dados apresentados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) durante o AeroFuture Forum, realizado no âmbito dos AED Days 2026, em Lisboa.
De acordo com a organização, o impacto económico da aviação representa atualmente cerca de 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, confirmando o papel estratégico do transporte aéreo para a economia portuguesa.
Durante a apresentação, a IATA destacou que Portugal é um dos países europeus mais dependentes da conectividade aérea internacional. Cerca de 85% das partidas de passageiros registadas no país correspondem a voos internacionais, sendo a Europa o principal mercado, concentrando mais de 20 milhões de passageiros por ano.
A associação revelou ainda que a conectividade aérea portuguesa registou uma evolução significativa na última década. Entre 2015 e 2025, Portugal aumentou a sua conectividade em cerca de 45%, alcançando atualmente um total de 573 rotas aéreas.
Apesar dos números positivos, a IATA alertou para vários desafios que poderão limitar o crescimento futuro do setor. Entre as principais preocupações encontram-se a saturação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, os atrasos operacionais, a pressão regulatória e fiscal sobre as companhias aéreas e a necessidade de acelerar a produção de combustíveis sustentáveis para a aviação.
A organização considera que a expansão da capacidade aeroportuária, a modernização da gestão do tráfego aéreo e a manutenção de condições competitivas para as transportadoras serão fundamentais para garantir que Portugal continue a beneficiar do impacto económico proporcionado pela aviação.
Segundo a IATA, a conectividade aérea continua a ser um elemento essencial para o turismo, o comércio, o investimento e a criação de emprego, contribuindo para a ligação de Portugal aos principais mercados internacionais.




