A Airbus recebeu um novo contrato da Agência Espacial Europeia (ESA) para a construção de mais dois satélites Galileo de segunda geração (G2), reforçando a participação da fabricante europeia no programa de navegação por satélite da União Europeia.

O contrato, anunciado esta terça-feira, 27 de outubro, eleva para oito o número de satélites Galileo G2 encomendados à Airbus, depois de uma primeira adjudicação de seis unidades.

Os novos satélites vão incorporar tecnologias avançadas destinadas a melhorar a precisão, segurança e fiabilidade do sistema europeu de navegação por satélite, utilizado em aplicações civis, comerciais, militares e de defesa.

Entre as principais inovações destacam-se antenas de navegação de maior desempenho, sistemas digitais reconfiguráveis em órbita, relógios atómicos de elevada precisão e ligações entre satélites que permitirão trocar e verificar informações.

Os equipamentos terão ainda sistemas avançados de proteção contra interferências e falsificação de sinais, aumentando a resistência do Galileo a ataques eletrónicos.

Cada satélite terá um peso superior a duas toneladas e uma vida útil operacional prevista de 15 anos.

A produção envolverá várias instalações industriais da Airbus na Europa, incluindo unidades na Alemanha, Espanha e França.

Segundo a ESA, este investimento representa um passo importante para garantir a continuidade dos serviços europeus de navegação e reforçar a autonomia estratégica da União Europeia.

O Galileo é o sistema europeu de navegação por satélite, concebido para oferecer serviços de posicionamento e sincronização de elevada precisão, reduzindo a dependência de sistemas de outras potências, nomeadamente o GPS norte-americano.

A nova geração Galileo G2 permitirá aumentar a capacidade, a precisão e a segurança dos serviços de navegação espacial europeus.