A Força Aérea da Finlândia iniciou esta segunda-feira, 26 de maio, o exercício anual Baana 25, transformando um troço da autoestrada E75, nas imediações de Tikkakoski, numa pista de aviação improvisada. As manobras prolongam-se até 29 de maio e sublinham o empenho finlandês em manter capacidades de combate aéreo móveis e dispersas, em linha com o conceito NATO de “Emprego Ágil de Combate” (ACE – Agile Combat Employment).
Durante o exercício, aviões de combate F/A-18 Hornet da Força Aérea da Finlândia irão descolar e aterrar numa secção especialmente preparada da autoestrada 4, encerrada temporariamente ao tráfego civil entre os nós de Puuppola e Vehniä. Este cenário simula operações em que as bases aéreas convencionais estejam comprometidas ou indisponíveis.
Como medida de segurança adicional, as autoridades proibiram o uso de binóculos e telescópios num raio de 20 quilómetros do Aeroporto de Jyväskylä-Tikkakoski, devido ao risco de lesões oculares provocadas por reflexos de laser utilizados em treinos de defesa aérea. Este aeroporto é a sede da Força Aérea da Finlândia e acolhe a Academia da Força Aérea.
O exercício deste ano conta ainda com a participação de caças F-35A da Real Força Aérea dos Países Baixos, numa demonstração da crescente interoperabilidade entre os aliados da NATO. A presença holandesa reforça a cooperação táctica com a Finlândia, que aderiu oficialmente à Aliança Atlântica em 2023.
Apesar de alinhado com doutrinas da NATO, o conceito de operações dispersas não é novo na defesa finlandesa. A utilização de aeródromos improvisados faz parte da doutrina militar do país há décadas, permitindo manter flexibilidade operacional e resiliência mesmo em cenários de combate adversos. Esta abordagem visa aumentar a sobrevivência das forças aéreas, garantir a continuidade das operações e dificultar a deteção e neutralização por parte de potenciais inimigos.
