A companhia aérea estatal LAM – Linhas Aéreas de Moçambique avançou com um procedimento de concurso público internacional para tentar contratar o fornecimento de aeronaves Embraer ERJ190 e Boeing 737-700 para transporte de passageiros.

O concurso envolve a submissão de manifestações de interesse para o fornecimento de aeronaves, daqueles dois modelos, por empresas ou consórcios nacionais ou estrangeiros e vai decorrer até 7 de fevereiro próximo.

Fonte da companhia aérea indicou que este procedimento não tem, nesta fase, as quantidades de aeronaves a contratar, decisão que vai depender das propostas apresentadas neste concurso.

A LAM opera 12 destinos no mercado doméstico, a nível regional voa regularmente para Joanesburgo, Dar-Es-Salaam, Harare, Lusaca e Cidade do Cabo. Lisboa é o único destino intercontinental que a companhia moçambicana serve, em parceria com a empresa portuguesa Euro Atlantic Airways, mas a LAM tem enfrentado sucessivos problemas operacionais.

Entretanto, a LAM escolheu na semana passada Marcelino Gildo Alberto para presidente do conselho de administração, a terceira nomeação para liderar a companhia aérea em menos de um ano.

Entretanto, a companhia moçambicana devolveu este mês à Indonésia o avião cargueiro Boeing 737-300 após um ano sem operar, devido à falta de certificação nacional e do reconhecimento das modificações da aeronave pelo fabricante, confirmou anteriormente a autoridade reguladora da aviação.

Em causa estava a devolução de um avião Boeing 737-300 convertido em cargueiro ao país de origem, a Indonésia, confirmada em comunicado de imprensa da LAM com a justificação de “não ter tido uma certificação nacional”, esclarecendo que o mesmo se manteve em Moçambique de 31 de dezembro de 2023 a 18 de janeiro de 2025.