O Grupo Lufthansa anunciou a aquisição de uma participação de 10% na companhia aérea airBaltic. Esta decisão confirma uma intenção já mencionada em outubro de 2024, quando se discutiu a possibilidade de o grupo adquirir uma fatia minoritária da transportadora do Báltico.
A operação surge pouco tempo após a finalização da compra da ITA Airways em Itália, demonstrando a estratégia do Grupo Lufthansa de ampliar a sua influência no mercado europeu.
O investimento, avaliado em 14 milhões de euros (aproximadamente 14,6 milhões de dólares), foi formalizado através de um acordo entre o Ministério dos Transportes da Letónia e o Grupo Lufthansa. Este investimento assegura ao grupo alemão não apenas uma participação minoritária na airBaltic, mas também um assento no Conselho de Supervisão da companhia aérea. A participação inicial de 10% é convertível em ações ordinárias caso venha a ocorrer uma Oferta Pública Inicial (IPO) da transportadora.
A transação baseia-se na parceria existente de wet lease entre ambas as empresas, com o objetivo de “consolidar a airBaltic como parceiro estratégico do Grupo Lufthansa”, conforme refere o comunicado oficial. Esta colaboração alargada permitirá ao grupo alemão “melhorar a qualidade da sua rede e aceder a novos mercados”. Está igualmente previsto o “desenvolvimento adicional dos serviços de wet lease, alinhado com as necessidades dos clientes”.
A airBaltic dispõe atualmente de uma frota exclusiva de 50 aeronaves Airbus A220.
O encerramento do negócio está planeado para o segundo trimestre deste ano, estando ainda sujeito à aprovação das autoridades de concorrência.
Entretanto, a parceria de wet lease entre as duas companhias foi recentemente prorrogada por mais três anos, até ao verão de 2025. Este acordo permite a utilização flexível de até 21 aeronaves adicionais do modelo Airbus A220-300 durante o verão e cinco unidades no inverno, nos vários hubs operados pelo Grupo Lufthansa.
O grupo alemão destacou ainda que a capacidade adicional fornecida pela airBaltic permitirá uma resposta mais flexível às rotas de maior procura. Esta expansão contribuirá para “reforçar a qualidade e estabilidade das ligações intercontinentais” oferecidas pelas companhias aéreas do grupo nos seus principais hubs.





