O Governo português deverá anunciar amanhã, quarta-feira, 14 de outubro, durante o início da tarde, o grupo escolhido para adquirir uma participação de 44,9% no capital da TAP Air Portugal. A decisão será tomada em Conselho de Ministros, colocando a alemã Lufthansa e o grupo franco-neerlandês Air France-KLM na expectativa de conhecer o resultado de um dos mais importantes processos de privatização da aviação portuguesa.
O anúncio oficial está previsto para o início da tarde, após a reunião do Conselho de Ministros, na qual o Executivo deverá aprovar a escolha do futuro parceiro estratégico da companhia aérea nacional.
Os dois grupos apresentaram as suas propostas finais melhoradas a 30 de setembro, depois de uma fase adicional de negociações determinada pelo Governo português, perante a proximidade das avaliações das ofertas inicialmente apresentadas.
O modelo de privatização prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP a um investidor estratégico, estando outros 5% reservados preferencialmente aos trabalhadores. O Estado português deverá manter uma participação de 50,1%.
A escolha do futuro parceiro terá consequências importantes para o desenvolvimento da TAP, nomeadamente na estratégia de crescimento internacional, na manutenção do centro de operações em Lisboa, no reforço das ligações aos países de língua portuguesa e na expansão da atividade nos aeroportos nacionais.
A Lufthansa e a Air France-KLM manifestaram o seu interesse estratégico na transportadora portuguesa, reconhecendo a importância da sua rede de destinos, particularmente nas ligações entre a Europa, o Brasil, África e a América do Norte.
Apesar da decisão prevista para amanhã, a privatização não ficará imediatamente concluída. O processo terá ainda de passar por várias etapas contratuais e regulamentares, incluindo a análise das autoridades europeias da concorrência.
A conclusão da operação poderá ocorrer apenas em 2028.
A tarde de 14 de outubro poderá assim marcar o início de uma nova etapa na história da TAP Air Portugal, com o anúncio do grupo internacional escolhido pelo Governo português para entrar no capital da companhia.





