O AED Cluster Portugal e a Mars Challenge, uma iniciativa da Virtual Educa e a primeira plataforma mundial de inovação com enfoque em dois planetas, assinaram uma aliança estratégica com o objetivo de aproximar os jovens talentos do ecossistema aeroespacial português e reforçar a ligação entre a educação, a indústria e a inovação.
A colaboração pretende dinamizar o ecossistema português no âmbito da rede internacional da Mars Challenge, ao promover a participação dos Zers – jovens entre os 15 e os 29 anos que integram o programa – em desafios relacionados com engenharia, sustentabilidade, sistemas espaciais e tecnologias críticas para a Terra e para Marte.
O AED Cluster Portugal, que reúne empresas, centros tecnológicos, universidades e entidades públicas, contribuirá com a sua rede e conhecimento especializado para aproximar a nova geração do conhecimento, dos especialistas e dos desafios concretos da indústria aeroespacial portuguesa. A colaboração segue a abordagem Earth-Back Thinking, que consiste em conceber soluções para condições extremas, como as existentes em Marte, e transferir esse conhecimento para desafios que afetam a vida na Terra.
A aliança integra-se nos preparativos para a final internacional do programa, The Grand Jam 2026, que terá lugar de 3 a 5 de novembro de 2026, em Getafe, Comunidade de Madrid. As equipas vencedoras de mais de 20 países apresentarão os seus projetos e terão oportunidade de interagir com representantes das áreas da ciência, educação, indústria e instituições públicas.
Adelino Sousa, Diretor Executivo da Virtual Educa | Mars Challenge, afirma: “Portugal dispõe de capacidades científicas, tecnológicas e industriais fundamentais para o futuro aeroespacial da Europa. Esta aliança com o AED aproxima esse ecossistema real de uma geração que tem de começar, desde já, a preparar-se para compreender sistemas complexos, colaborar entre diferentes áreas e conceber soluções tendo em conta os limites planetários. O talento não se improvisa, desenvolve-se através do contacto com problemas reais, da incerteza e da responsabilidade. A Mars Challenge é esse laboratório. Juntamente com o AED, estamos a dar um passo decisivo para que o talento português não se limite a participar no futuro do espaço, mas contribua também para o desenhar”.
Rui Santos, Diretor-Geral do AED Cluster Portugal acrescenta: “Para o AED Cluster Portugal, o setor espacial é estratégico para o presente e o futuro do país, não só enquanto área de excelência tecnológica e inovação, mas também enquanto motor de desenvolvimento económico, segurança, resiliência e sustentabilidade. Esta colaboração assume, por isso, particular relevância, uma vez que investe naquele que será sempre o fator mais decisivo para a consolidação do setor, o talento. Ao envolver os jovens em desafios reais, multidisciplinares e altamente colaborativos, inseridos em contextos tecnologicamente exigentes, a Mars Challenge contribui para desenvolver competências essenciais, enquanto demonstra o potencial do setor espacial como área de futuro. Iniciativas como esta permitem-nos também inspirar e atrair as novas gerações para um ecossistema de crescente importância para Portugal e para a Europa”.
Talento como infraestrutura estratégica
A aliança assenta numa convicção partilhada: no setor aeroespacial, a capacidade tecnológica depende da capacidade das pessoas para imaginar, construir e tomar decisões responsáveis.
À medida que a inteligência artificial acelera e os sistemas se tornam cada vez mais complexos, desenvolver capacidade de julgamento, pensamento sistémico, colaboração multidisciplinar e capacidade para tomar decisões em contextos de incerteza constitui uma prioridade estratégica para Portugal e para a Europa.
A Mars Challenge prepara jovens entre os 15 e os 29 anos, organizados em equipas multidisciplinares, que investigam, concebem e desenvolvem protótipos relacionados com água, energia, alimentação, habitats, saúde e outros sistemas essenciais. As condições extremas de Marte funcionam como um laboratório para a criação de soluções que podem também ser aplicadas na Terra.
Não se trata de fugir do planeta, mas sim de preparar quem irá garantir o seu futuro.





