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Os pilotos da easyJet baseados em França decidiram adiar a greve que estava prevista para os dias 13 e 14 de setembro. A paralisação foi reagendada para 24 e 25 de setembro de 2026, na sequência da retoma das negociações entre o sindicato e a administração da companhia aérea.

A decisão foi anunciada pelo Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL), que considera que a mobilização dos pilotos contribuiu para criar condições para um novo ciclo de negociações com a easyJet.

Apesar da suspensão temporária da greve, o sindicato mantém a pressão sobre a companhia e alerta que ainda não foram alcançados acordos concretos relativamente às principais reivindicações dos trabalhadores.

Entre os temas em discussão está a previsibilidade dos horários e a melhoria das condições de trabalho. Os pilotos contestam aquilo que consideram ser uma alteração frequente e excessiva das suas escalas de serviço.

Segundo o sindicato, existem situações em que os horários inicialmente previstos sofrem alterações significativas ao longo do mês, dificultando a organização da vida pessoal e familiar dos pilotos.

O SNPL decidiu, por isso, transferir o pré-aviso de greve inicialmente marcado para 13 e 14 de setembro para os dias 24 e 25 de setembro, dando continuidade às negociações e mantendo a possibilidade de paralisação caso não sejam alcançados progressos suficientes.

Conflito segue-se à greve da tripulação de cabina

A disputa dos pilotos surge poucas semanas depois de uma paralisação de dois dias protagonizada pelos tripulantes de cabina da easyJet em França.

A greve dos assistentes de bordo esteve igualmente relacionada com as condições de trabalho e terminou com um acordo que prevê, entre outras medidas, a atribuição de cinco dias por mês com escalas fixas, além de compensações quando as alterações aos horários ultrapassam duas horas.

Os pilotos pretendem obter condições semelhantes e criticam a decisão da easyJet de não aplicar estas medidas à classe de voo.

O sindicato considera que pilotos e tripulantes de cabina partilham grande parte do contexto operacional, incluindo as aeronaves utilizadas e as escalas realizadas, pelo que defende um tratamento equivalente relativamente à previsibilidade dos horários.

As negociações entre a easyJet e os representantes dos pilotos deverão prosseguir nos próximos dias. Caso não sejam alcançados compromissos considerados satisfatórios, a greve de 24 e 25 de setembro poderá avançar.