A Airlink veio esclarecer as condições do sobrevoo realizado por dois dos seus aviões sobre o DHL Stadium, na Cidade do Cabo, antes de um encontro de râguebi entre a África do Sul e a Nova Zelândia. A passagem em formação, realizada a baixa altitude, gerou alguma preocupação nas redes sociais depois de vários vídeos do momento se terem tornado virais.

A companhia aérea sul-africana afirmou, no sábado, 28 de agosto, que a operação foi cuidadosamente planeada e preparada, tendo em conta as características específicas do voo. Durante a passagem sobre o estádio, os dois aviões voaram a cerca de 150 nós, o equivalente a aproximadamente 278 km/h.

Segundo a Airlink, a operação contou com o acompanhamento e o apoio das autoridades responsáveis pela aviação e pelo controlo do tráfego aéreo na África do Sul. A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul (SACAA) e os Serviços de Navegação do Tráfego Aéreo (ATNS) terão participado no processo de planeamento, aprovação e execução do sobrevoo.

A companhia acrescentou que as duas aeronaves envolvidas — um Embraer E190-E1 e um Embraer E195-E1 — foram operadas por tripulações com elevada experiência. Cada avião tinha três comandantes seniores a bordo, com responsabilidades repartidas entre as funções de comandante, copiloto e responsável pela segurança/técnico.

A Airlink rejeita, assim, a possibilidade de os aviões terem ultrapassado os limites definidos para a operação. De acordo com a empresa, os dados registados durante os voos demonstram que tanto a altitude como a velocidade permaneceram dentro dos parâmetros previamente estabelecidos e testados com a SACAA.

O esclarecimento surge depois de as imagens do sobrevoo terem despertado grande atenção nas redes sociais. Nos vídeos é possível observar os dois jatos Embraer a voarem em formação sobre o estádio, pouco antes do início do jogo entre as seleções da África do Sul e da Nova Zelândia, uma das rivalidades mais tradicionais do râguebi internacional.

Apesar da aparência particularmente baixa da passagem nas imagens, a Airlink assegura que o voo foi realizado de acordo com os procedimentos e limites aprovados pelas autoridades sul-africanas.