A presidente da ANAC defendeu esta sexta-feira, no AeroFuture Forum, uma maior cooperação internacional e uma aposta reforçada na inovação como fatores decisivos para responder aos desafios que a aviação enfrenta a nível global.

Na intervenção, a responsável destacou que o setor atravessa um período de transformação particularmente exigente, marcado pela pressão económica, aumento dos custos operacionais, necessidade de maior previsibilidade regulatória e novos desafios ligados à segurança e à evolução tecnológica.

Perante este cenário, a presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil sublinhou que a resposta passa por três pilares fundamentais: antecipação, integração e cooperação.

Segundo a responsável, os aeroportos do futuro terão de apostar em infraestruturas inteligentes, digitalização e intermodalidade, tornando-se mais eficientes, sustentáveis e cada vez mais centrados no passageiro.

A capacidade de adaptação rápida às novas tecnologias e a cooperação internacional foram apontadas como fatores essenciais para garantir a competitividade da aviação sem comprometer os elevados padrões de segurança.

Durante a intervenção foi ainda defendido que os reguladores assumem hoje um papel cada vez mais ativo na transformação do setor, criando enquadramentos claros e previsíveis que permitam à inovação avançar com confiança.

Entre as prioridades destacadas pela autoridade portuguesa estão o reforço da supervisão baseada no risco, a preparação regulatória para novas tecnologias, a melhoria da segurança operacional e o aprofundamento da cooperação internacional.

O AeroFuture Forum prossegue ao longo do dia com vários painéis dedicados à inovação, sustentabilidade e transformação do setor aeronáutico, reunindo em Portugal representantes da indústria e entidades ligadas à aviação para debater os desafios e oportunidades do futuro do transporte aéreo.