O secretário de Estado Hugo Espírito Santo reconheceu que as longas filas nos aeroportos portugueses continuam por resolver, mas sublinhou que o problema não é exclusivo de Portugal, apontando dificuldades semelhantes em vários aeroportos europeus devido à implementação do novo sistema europeu de controlo de fronteiras.
Questionado sobre as críticas relacionadas com os tempos de espera nos aeroportos nacionais, o governante afirmou que “não é uma questão portuguesa”, referindo casos registados em aeroportos como Amesterdão e Milão. Segundo Hugo Espírito Santo, trata-se de um desafio “à escala europeia”, associado à entrada em funcionamento do novo sistema comunitário de triagem e controlo de passageiros.
Apesar disso, o secretário de Estado admitiu que a situação atual “não orgulha” o Governo e garantiu que estão em curso várias medidas para aumentar a capacidade operacional, nomeadamente nos aeroportos de Lisboa e Porto, através do reforço tecnológico e do aumento de meios humanos.
Hugo Espírito Santo destacou ainda que Portugal pretende aumentar progressivamente a capacidade aeroportuária, passando dos atuais 24 movimentos por hora para 26 numa primeira fase, com o objetivo de atingir mais de 30 movimentos por hora no futuro. Segundo o governante, essa evolução poderá permitir alcançar a meta dos 30 milhões de passageiros nos próximos 10 a 15 anos.
O responsável rejeitou também críticas relacionadas com alegada falta de investimento por parte da ANA – Aeroportos de Portugal, defendendo que a gestão desta matéria envolve uma função soberana do Estado, embora reconheça que o crescimento limitado das infraestruturas aeroportuárias condiciona a capacidade de resposta.
Sobre o verão, Hugo Espírito Santo admitiu que o problema “não está resolvido”, mas garantiu que o Executivo continua a trabalhar para minimizar os tempos de espera através do reforço operacional e tecnológico nos aeroportos nacionais.




