O aeroporto de Lisboa conta, a partir desta sexta-feira, 29 de maio, com um reforço de 48 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), além do aumento do número de boxes e e-gates disponíveis para o controlo de fronteiras, informou o Ministério da Administração Interna (MAI).

A este reforço inicial juntar-se-ão, em julho, 360 novos elementos da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), distribuídos pelos vários aeroportos do país.

No âmbito das medidas para acelerar o controlo fronteiriço, o aeroporto Humberto Delgado passará a dispor de 34 boxes nas chegadas — mais 14 do que atualmente — e de 18 nas partidas, o que representa um acréscimo de quatro postos.

Também a componente de fronteira automática será reforçada. O número de e-gates nas chegadas aumentará para 31, mais 14 do que os existentes, enquanto nas partidas passarão a existir 18, ou seja, mais quatro.

Segundo o MAI, após a conclusão destas intervenções em Lisboa, estão igualmente previstas obras de reforço da capacidade de controlo de fronteiras nos aeroportos do Porto e de Faro durante os meses de junho e julho, incluindo a instalação de novas boxes e e-gates.

Portugal começou a implementar o Sistema de Entrada/Saída da União Europeia (EES), que substitui os carimbos nos passaportes por registos digitais, bem como o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS), em outubro de 2025. No entanto, devido aos longos tempos de espera registados nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a recolha de dados biométricos nas partidas foi suspensa nos dias 11 e 12 de abril deste ano.

Atualmente, o aeroporto de Lisboa continua a registar filas prolongadas nos controlos de fronteira.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu novamente a possibilidade de suspender temporariamente o novo sistema de controlo de fronteiras, pelo menos durante os períodos de maior movimento nos aeroportos.