As ações da Boeing registaram uma queda superior a 4% depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que a China concordou em adquirir 200 aeronaves da empresa, desapontando investidores que antecipavam uma encomenda significativamente maior.
Segundo a Reuters, as conversas que antecederam o encontro de Trump com o Presidente chinês, Xi Jinping, giravam em torno de um pacote potencial de cerca de 500 aviões Boeing 737 MAX, possivelmente seguido de encomendas adicionais de aeronaves de fuselagem larga. Nenhum detalhe sobre os tipos de aeronaves ou o calendário de entregas do acordo recentemente anunciado foi divulgado.
Ainda assim, esta encomenda representaria a maior aquisição de aeronaves Boeing pela China desde 2017, altura em que Pequim concordou em comprar 300 aviões durante a presidência anterior de Trump. As relações entre os dois países deterioraram-se posteriormente, e as companhias aéreas chinesas fizeram poucas encomendas à Boeing desde então.
O anúncio evidencia a contínua competição entre a Boeing e a Airbus no mercado chinês. A Airbus tem vindo a expandir de forma consistente a sua presença na China desde 2018, incluindo através da sua fábrica de montagem do A320 em Tianjin, enquanto a participação da Boeing no mercado enfraqueceu devido a tensões geopolíticas e ao aterramento dos 737 MAX.
Analistas salientam que as encomendas chinesas de aeronaves estão frequentemente ligadas a negociações diplomáticas e podem não se traduzir imediatamente em compromissos firmes de entrega. Apesar do desapontamento inicial do mercado, as previsões do setor continuam a apontar para um crescimento significativo da procura a longo prazo na China, com a Boeing e a Airbus a projetarem a necessidade de cerca de 9.000 novas aeronaves no país até 2045.





