O grupo aéreo alemão Lufthansa Group anunciou um conjunto de medidas urgentes para mitigar o impacto do aumento acentuado dos preços do combustível e das recentes perturbações operacionais, incluindo greves e instabilidade geopolítica. Entre as decisões mais marcantes está o encerramento da subsidiária regional Lufthansa CityLine.
Em comunicado divulgado a 16 de abril de 2026, a companhia revelou que irá acelerar parcialmente os planos de redução de capacidade e de modernização da frota, classificando estas ações como “inevitáveis” face à escalada dos custos do querosene.
A partir de 18 de abril de 2025, os 27 aviões operacionais da Lufthansa CityLine serão retirados de forma permanente. Segundo o grupo, o objetivo é travar as perdas de uma unidade que tem registado resultados negativos. O diretor financeiro do grupo, Till Streichert, afirmou que o encerramento já estava previsto no plano estratégico, mas que a atual crise obrigou a antecipar a decisão.
“Este é um passo doloroso, sobretudo para os trabalhadores da CityLine. Torna-se agora ainda mais importante garantir oportunidades de emprego dentro do grupo”, declarou o responsável.
A empresa indicou que já apresentou soluções de integração para os colaboradores. Parte dos trabalhadores de terra foi absorvida pela Lufthansa Aviation GmbH, enquanto tripulações de cabine e cockpit receberam propostas de transferência para a Lufthansa City Airlines.
Além do encerramento da subsidiária, o grupo vai retirar de serviço os últimos quatro aviões Airbus A340-600 e suspender temporariamente dois Boeing 747-400 durante o inverno, com a despedida definitiva deste modelo prevista para o próximo ano.
Outra medida inclui a redução da operação de curto e médio curso da marca principal da Lufthansa, com menos cinco aeronaves em atividade. Em paralelo, o grupo mantém o plano de reforço da frota com a alocação de nove aviões Airbus A350 à Discover Airlines, no âmbito da estratégia de médio prazo.
Apesar de cerca de 80% do consumo de combustível do grupo estar protegido através de mecanismos de cobertura, os restantes 20% continuam sujeitos aos preços de mercado, atualmente elevados. Com estas medidas, a Lufthansa pretende reduzir em cerca de 10% essa parcela mais dispendiosa.
Segundo a empresa, o pacote permitirá uma poupança significativa, ao retirar de operação aeronaves menos eficientes e diminuir o volume de combustível adquirido a preços mais altos.





