KLM

A KLM anunciou que irá cancelar 160 voos na Europa no próximo mês, justificando a decisão com o aumento do custo do jet fuel, segundo a Reuters. Ainda assim, a transportadora — que integra o grupo Air France-KLM — sublinha que estes cancelamentos representam menos de 1% das suas operações europeias.

A empresa garantiu que os passageiros afetados serão colocados em voos alternativos disponíveis. Como muitos dos destinos, como Londres ou Düsseldorf, contam com várias ligações diárias, a companhia afirma que a maioria dos viajantes deverá ser reacomodada sem grandes demoras.

A KLM também esclareceu que esta decisão não está relacionada com falta de combustível. No entanto, a Agência Internacional de Energia alertou que a Europa poderá ter reservas suficientes de jet fuel apenas para cerca de seis semanas. Caso o fornecimento energético proveniente do Médio Oriente não seja rapidamente normalizado, algumas companhias poderão ser obrigadas a reduzir operações.

Outras empresas do setor já começaram a reagir ao aumento dos custos. A Scandinavian Airlines cancelou mais de mil voos este mês e anunciou aumentos temporários de preços. Já Ryanair, através do seu CEO Michael O’Leary, admitiu a possibilidade de cortar cerca de 10% das ligações.

Por sua vez, a EasyJet destacou que o atual contexto geopolítico trouxe incerteza tanto nos custos do combustível como na procura, tendo registado uma ligeira quebra nas reservas face ao ano anterior.

Entretanto, a ACI Europe alertou que os aeroportos europeus podem enfrentar falta de combustível dentro de três semanas, caso o Estreito de Ormuz não seja totalmente reaberto. Em paralelo, a Associação Nacional de Agências de Viagens indicou que, em situações excecionais, os preços dos bilhetes podem subir mais de 20%, sendo que algumas companhias já aplicaram taxas adicionais de combustível em Portugal, incluindo a TAP Air Portugal, a Air Europa e a Air Transat.