United B737

Foi aberta uma investigação depois de um helicóptero militar norte-americano ter voltado a aproximar-se perigosamente de um avião comercial, desta vez um Boeing 737 da United Airlines em fase de aproximação para aterragem.

O incidente ocorreu na noite da passada terça-feira (24), quando um Sikorsky UH-60M Black Hawk, pertencente ao Exército dos Estados Unidos, descolou da Base de Los Alamitos, situada no condado de Orange, na área metropolitana de Los Angeles. Após cumprir uma missão de treino nas montanhas de Santa Ana, a oeste da cidade, o helicóptero regressava à base a baixa altitude, voando a cerca de 1.425 pés.

Durante o trajeto, a aeronave cruzou a rota de aproximação de um Boeing 737-800 da United, proveniente de São Francisco, que se preparava para aterrar no Aeroporto John Wayne, em Santa Ana. O avião comercial encontrava-se a aproximadamente 1.950 pés, o que resultou numa separação vertical de apenas 525 pés (cerca de 160 metros) entre as duas aeronaves.

Apesar da proximidade e de ter sido acionado um alerta de tráfego pelo sistema TCAS, o voo da United prosseguiu a descida sem incidentes e aterrou em segurança. Não é ainda claro se o helicóptero recebeu alertas do mesmo sistema, nem se a tripulação militar utilizava óculos de visão noturna ou operava fora dos limites de altitude permitidos. O caso está agora a ser analisado pela Administração Federal de Aviação (FAA).

A situação faz recordar o acidente ocorrido no rio Potomac, no início de 2025, que envolveu outro Black Hawk do Exército e um Bombardier CRJ-700 da American Eagle durante a aproximação a Washington D.C. Nesse episódio, a gestão inadequada do espaço aéreo foi apontada como o principal fator para a colisão entre as duas aeronaves.