A United Airlines planeia reduzir a sua capacidade e cortar rotas pouco rentáveis, preparando-se para um período prolongado de custos elevados de combustível, impulsionados pela instabilidade geopolítica, em particular o conflito envolvendo o Irão.
O CEO Scott Kirby alertou que os preços do petróleo poderão atingir até 175 dólares por barril e manter-se acima dos 100 dólares até 2027, o que poderá aumentar a fatura anual de combustível da companhia em 11 mil milhões de dólares — mais do dobro do seu melhor lucro anual de sempre.
Em resposta, a empresa irá reduzir cerca de 5% da capacidade prevista para 2026, focando-se em voos fora das horas de maior procura com menor rentabilidade e diminuindo operações em hubs como o Chicago O’Hare International Airport. As ligações para Tel Aviv e Dubai continuarão igualmente suspensas. A companhia espera recuperar a capacidade total mais tarde no ano, caso as condições melhorem.
Apesar do aumento dos custos, a forte procura por viagens tem permitido às companhias aéreas subir tarifas, ajudando a compensar parte da pressão financeira. Tal como outras grandes transportadoras dos Estados Unidos, a United Airlines está a apostar no poder de fixação de preços e na disciplina de capacidade, em vez de recorrer à cobertura de combustível, para gerir o impacto de preços energéticos elevados de forma prolongada.





