Os aeroportos integrados na rede global da VINCI Airports, operados diretamente pela empresa francesa ou por sociedades associadas, movimentaram mais de 334 milhões de passageiros ao longo de 2025. Este volume representa um acréscimo de 16 milhões de viajantes face a 2024, correspondendo a um crescimento anual de 5%.
Este desempenho consolida a liderança da VINCI Airports como maior operadora aeroportuária privada a nível mundial, acompanhando a recuperação e expansão sustentada do tráfego aéreo internacional.
O último trimestre de 2025 também registou uma evolução positiva, com o tráfego a aumentar 3,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, evidenciando um dinamismo consistente em várias regiões. A empresa, recorde-se, está presente em três países de língua oficial portuguesa: Portugal, Brasil e Cabo Verde.
Europa mantém crescimento expressivo
Diversos aeroportos europeus continuam a apresentar resultados muito robustos. Budapeste, na Hungria, e Edimburgo, no Reino Unido — duas das mais recentes integrações na rede VINCI — destacam-se pelos seus desempenhos. O aeroporto de Budapeste regista aumentos de dois dígitos, sustentados sobretudo pela expansão das operações das companhias low-cost EasyJet, Ryanair e Wizz Air, bem como pelo reforço das ligações ao Mediterrâneo, nomeadamente com Espanha, Itália, Turquia e Israel.
Já Edimburgo beneficia do crescimento das rotas para destinos mediterrânicos, como Espanha, Itália e Turquia, além do bom desempenho do mercado doméstico britânico. Em Belgrado, o tráfego continua a crescer de forma significativa, impulsionado no quarto trimestre pela ampliação das rotas da Wizz Air para a Europa Ocidental.
Porto e Lisboa em evidência na rede ANA
Em Portugal, onde a VINCI detém a concessão da ANA – Aeroportos de Portugal, o aeroporto do Porto apresentou uma subida do tráfego, apoiada no aumento da oferta das companhias de baixo custo e no reforço das ligações transatlânticas. O aeroporto de Lisboa manteve uma trajetória de crescimento sólido, com destaque para a forte expansão dos voos de longo curso, especialmente para os mercados asiáticos e latino-americanos.
Este crescimento no segmento intercontinental também se verificou em Londres Gatwick, enquanto o tráfego doméstico no Reino Unido recuou, em resultado da reorganização da oferta das companhias low-cost. Em França, o aeroporto de Lyon beneficiou do aumento das ligações internacionais, incluindo voos para a Alemanha com a Lufthansa, para a Europa de Leste com a Wizz Air e para destinos mediterrânicos com a Transavia e a EasyJet.
América Latina, África e Ásia com sinais positivos
Na América Latina e em África, vários aeroportos aceleraram o ritmo de crescimento no último trimestre. No Brasil, o aeroporto de Salvador (Bahia) atingiu novos recordes de tráfego, impulsionado pela expansão da GOL e pelo reforço das rotas de longo curso, com destaque para as operações da TAP e da Air Europa. O reforço sazonal da ligação da Air France entre Salvador e Paris-CDG também contribuiu para o aumento da capacidade.
No México, o aeroporto de Monterrey manteve um crescimento próximo dos 10%, apoiado principalmente pelas companhias Volaris e Viva Aerobus. Resultados igualmente positivos foram registados na Costa Rica, onde as ligações aos Estados Unidos continuam a ser determinantes.
Em Cabo Verde, os aeroportos prosseguem uma tendência ascendente, sustentada sobretudo pelas operações da EasyJet e da Transavia, bem como pela abertura de novas rotas para França e Reino Unido, que complementam o tráfego gerado pelas ligações a Portugal.
No Japão, o tráfego aumentou no quarto trimestre, apesar de alguns constrangimentos provocados por tensões geopolíticas com a China, que resultaram em cancelamentos de voos em dezembro e atenuaram parcialmente a recuperação do tráfego internacional.
