A companhia aérea regional indiana Star Air anunciou que está a avaliar a criação de uma joint venture para entrar no setor de manutenção, reparação e revisão de aeronaves (MRO), num momento em que as transportadoras indianas procuram cada vez mais soluções de manutenção internas para reduzir custos e melhorar os tempos de resposta operacional.

Com sede em Bangalore, a Star Air pretende desenvolver capacidades de manutenção de linha e manutenção pesada, com foco em aeronaves regionais e jatos executivos. A iniciativa representa uma mudança estratégica relevante para a companhia, que passa a encarar a manutenção não apenas como um centro de custos, mas também como uma potencial fonte de receita e um fator de reforço da eficiência operacional.

O anúncio surge numa fase de crescimento acelerado da companhia, que acaba de assinalar o seu sexto aniversário. A Star Air planeia expandir a sua frota dos atuais nove aviões Embraer para 14 aeronaves até março do próximo ano, ao mesmo tempo que prevê aumentar a sua operação para mais de 100 voos. Atualmente, a companhia realiza 44 voos diários, ligando 23 destinos domésticos na Índia.

Fundada em 2019 pelo Sanjay Ghodawat Group, um conglomerado com interesses em áreas como energia, aviação, retalho e têxteis, a Star Air segue uma estratégia de longo prazo alinhada com a visão do grupo. A entrada no setor MRO permite maior controlo sobre os custos operacionais, melhoria da fiabilidade e aumento da disponibilidade da frota.

A decisão da Star Air reflete uma tendência crescente no mercado indiano, onde várias companhias aéreas procuram localizar as atividades de manutenção, reduzindo a dependência de prestadores externos ou de serviços no estrangeiro. Num setor caracterizado por margens reduzidas, a criação de capacidades próprias de MRO pode traduzir-se em ganhos significativos de eficiência, redução de custos e maior sustentabilidade a longo prazo.