Com resultados positivos nas ligações que já opera para o sul do Brasil e com uma perspetiva favorável para o lançamento da nova rota para Curitiba, previsto para julho de 2026, a TAP continua a analisar novas possibilidades no mercado brasileiro. A confirmação foi dada por Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas, durante o 37.º Festuris – Festival de Turismo de Gramado, realizado entre 7 e 9 de novembro, no Rio Grande do Sul.

A companhia prevê ultrapassar, antes do fim do ano, a 14 de Dezembro, o número recorde de mais de 2 milhões passageiros transportados em voos de e para o Brasil, registado no ano passado.

De acordo com o responsável, a companhia aérea nacional acredita que “ainda há oportunidades no Brasil para serem exploradas” e, apesar dos “constrangimentos de frota” decorrentes do processo de recuperação da empresa, não exclui a hipótese de vir a inaugurar uma nova ligação a São Luís do Maranhão.

“Nós temos uma lista de oportunidades, de pedidos e números que atualizamos com bastante frequência. Acreditamos que ainda há oportunidades no Brasil para serem exploradas, talvez não necessariamente sete dias por semana, talvez não necessariamente voos diretos, mas talvez com situações criativas”, explicou Carlos Antunes.

O diretor confirmou ainda que têm decorrido contactos com as autoridades do estado do Maranhão e que a TAP tem “colaborado com São Luís para identificar alguns modelos do que podia ser uma colaboração futura”.

Embora as limitações de frota continuem a condicionar a expansão da rede, Antunes admite que a companhia possa recorrer a uma “solução criativa” semelhante à adotada para a operação de Curitiba, cujos voos, com início a 2 de julho de 2026, serão realizados via Rio de Janeiro, três vezes por semana.

Esta estratégia permitirá reforçar as frequências no Rio de Janeiro e, simultaneamente, abrir o serviço para Curitiba, cidade que a TAP sempre observou com “muita atenção” e que é considerada uma importante porta de entrada para as Cataratas do Iguaçu.

As reservas para esta nova rota abrem a 11 de novembro, mas, segundo Carlos Antunes, o interesse já é notório: “Já estamos a receber pedidos e muitas manifestações de interesse das agências de viagem, para grupos e está já toda a gente, aqui no sul do Brasil, a querer saber quando é que pode comprar”. O responsável acredita que, sobretudo nos primeiros tempos, a operação “vai viver muito do tráfico local do Paraná para a Europa”.

Porto Alegre e Florianópolis com forte procura

Além de Curitiba e da possível ligação ao Maranhão, o diretor destacou o bom desempenho das rotas da TAP para Porto Alegre e Florianópolis, que apresentam “fatores de ocupação muito bons” e, na sua opinião, “merecem” um aumento de frequências — algo que, por agora, é difícil concretizar devido aos constrangimentos operacionais.

No caso de Porto Alegre, cidade para onde a companhia retomou os voos a 1 de abril de 2025, após a reabertura do aeroporto local afetado pelas cheias do ano anterior, a procura tem sido elevada. Carlos Antunes reconhece que a operação “está com três voos por semana, mas merece mais”. “Temos constrangimentos de frota por causa do processo de recuperação, se pudéssemos, púnhamos pelo menos mais uma ligação em determinados períodos do ano”, afirmou. O dirigente adiantou ainda que os passageiros portugueses representam já cerca de 9% do total, enquanto os brasileiros correspondem a 75%.

Florianópolis também regista resultados encorajadores, com uma média de 65% de passageiros brasileiros e 12% portugueses. Para Carlos Antunes, trata-se de “uma rota muito bem-sucedida”. “É uma rota muito bem-sucedida porque já atingimos um nível de sustentação, de consolidação muito bom, apesar de ter um ano e poucos meses”, referiu, acrescentando que o investimento promocional feito em Portugal tem dado frutos. Esse esforço, considera, faz com que esta operação esteja a constituir uma surpresa bastante positiva.