O Emirates Group anunciou esta sexta-feira um novo recorde financeiro semestral, ao alcançar um lucro antes de impostos de 12,2 mil milhões de dirhams (3,3 mil milhões de dólares) nos primeiros seis meses do exercício de 2025-26. Trata-se do quarto ano consecutivo em que o grupo regista lucros recorde neste período.
Após o pagamento de impostos, o lucro líquido do grupo ascendeu a 10,6 mil milhões de dirhams (2,9 mil milhões de dólares), um aumento de 13% face ao mesmo período do ano anterior. As receitas totais atingiram 75,4 mil milhões de dirhams (20,6 mil milhões de dólares), mais 4% do que no primeiro semestre de 2024-25.
O EBITDA do grupo manteve-se robusto, situando-se nos 21,1 mil milhões de dirhams (5,7 mil milhões de dólares), um acréscimo de 3% em relação ao período homólogo. A posição de caixa também atingiu um novo máximo, com 56 mil milhões de dirhams (15,2 mil milhões de dólares) em 30 de setembro de 2025.
Segundo o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e diretor executivo da Emirates Airline e do Grupo, “o desempenho excecional reflete a procura constante e a crescente preferência dos clientes pelos nossos produtos e serviços”. O responsável sublinhou ainda que a Emirates “mantém a sua posição como a companhia aérea mais lucrativa do mundo neste período semestral”.
Emirates Airline atinge novo máximo de lucros e expande rede global
A companhia aérea Emirates registou um lucro antes de impostos de 11,4 mil milhões de dirhams (3,1 mil milhões de dólares), um novo recorde e um aumento face aos 9,7 mil milhões registados no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido foi de 9,9 mil milhões de dirhams (2,7 mil milhões de dólares), mais 13% do que no primeiro semestre de 2024-25.
As receitas da Emirates cresceram 6%, atingindo 65,6 mil milhões de dirhams (17,9 mil milhões de dólares), impulsionadas pela forte procura de viagens e pela popularidade das cabines premium. Entre abril e setembro, a companhia transportou 27,8 milhões de passageiros, mais 4% do que no ano anterior, com um fator médio de ocupação de 79,5%.
Durante o semestre, a Emirates recebeu cinco novos Airbus A350 e completou a renovação interior de 23 aeronaves (seis A380 e 17 Boeing 777), parte de um programa de modernização avaliado em cinco mil milhões de dólares. A Premium Economy da Emirates está agora disponível em voos para 61 cidades.
A rede global expandiu-se para 153 destinos em 81 países, com o lançamento de novas rotas para Danang, Siem Reap, Shenzhen e Hangzhou. A companhia também reforçou frequências em destinos como Roma, Joanesburgo, Riade e Taipé, e assinou acordos de codeshare com a Air Seychelles, a Condor e a Aurigny.
A divisão de carga, Emirates SkyCargo, transportou 1,25 milhões de toneladas, um aumento de 4%, e lançou o serviço Emirates Courier Express.
dnata também regista resultados recorde
A dnata, subsidiária do grupo dedicada a serviços aeroportuários, catering e viagens, alcançou pela primeira vez receitas semestrais superiores a 11,7 mil milhões de dirhams (3,2 mil milhões de dólares), um aumento de 13% em relação ao ano anterior.
O lucro antes de impostos subiu 17%, para 843 milhões de dirhams (230 milhões de dólares), enquanto o lucro líquido atingiu 697 milhões de dirhams (190 milhões de dólares).
As operações aeroportuárias foram o principal motor de crescimento, com receitas de 5,5 mil milhões de dirhams (1,5 mil milhões de dólares) e um aumento de 15% no número de voos assistidos. A dnata também anunciou a compra de 800 novas unidades de equipamento de apoio em terra, num investimento de 110 milhões de dólares, e lançou a marca de hospitalidade marhaba no Reino Unido.
Perspetivas positivas para o resto do ano
O xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum destacou a “resiliência da procura global por transporte aéreo e serviços de viagens”, prevendo que a tendência se mantenha até ao final do exercício. Com a chegada dos novos Airbus A350 à frota da Emirates e novas infraestruturas na dnata, o grupo espera continuar a aumentar capacidade e receitas.
Atualmente, o Emirates Group emprega quase 125 mil pessoas em todo o mundo, um aumento de 3% desde março de 2025.
