A Ryanair anunciou um lucro líquido de 2,54 mil milhões de euros no primeiro semestre fiscal (até setembro), um aumento de 42% face ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo forte desempenho durante a época alta do verão.

O resultado ultrapassou ligeiramente as previsões dos analistas (2,5 mil milhões de euros), refletindo também um crescimento médio das tarifas de 13%. A companhia aérea de baixo custo, líder europeia em número de passageiros, revelou ainda um ajuste em alta da sua meta anual de tráfego, prevendo agora 207 milhões de passageiros até março de 2026, mais um milhão do que o estimado anteriormente.

O presidente executivo, Michael O’Leary, afirmou que, após uma ligeira fraqueza nas reservas de novembro, a procura para o período natalício está “muito forte”, podendo permitir que as tarifas aumentem cerca de 8% face ao ano anterior.

A melhoria nas entregas da Boeing foi outro fator decisivo. A Ryanair espera receber até fevereiro os seis Boeing 737 MAX 8 ainda pendentes, permitindo-lhe operar com a totalidade da frota no arranque do horário de verão. O’Leary elogiou a “transformação” da fabricante norte-americana, sublinhando que “pela primeira vez em muitos anos, teremos toda a frota operacional a tempo do verão”.

Com a estabilização da produção, a Ryanair planeia ainda acelerar o recrutamento de pilotos em antecipação à chegada, a partir de 2027, dos primeiros exemplares do novo Boeing 737 MAX 10, parte de uma encomenda de 150 unidades.

As ações da companhia irlandesa subiram 2,3% para 26,86 euros, aproximando-se do máximo histórico de 26,98 euros registado em agosto.

O’Leary concluiu que há uma “perspetiva razoável” de crescimento de tarifas de um dígito médio nos próximos dois a três anos, sustentado pela forte procura e pela expansão controlada da capacidade.