O Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova Iorque, foi obrigado a interromper temporariamente as operações durante a noite, devido à falta de controladores de tráfego aéreo, uma consequência direta da atual paralisação do governo federal dos Estados Unidos, que já se prolonga há quase um mês.
Segundo o Gabinete de Gestão de Emergências de Nova Iorque, os voos com destino ao JFK estão a ser retidos nos aeroportos de origem, enquanto as atividades em terra permanecem suspensas de forma provisória.
A Administração Federal de Aviação (FAA) determina a redução do número de descolagens e aterragens sempre que há carência de pessoal de controlo aéreo, por motivos de segurança operacional, o que tem provocado atrasos significativos.
Os controladores aéreos, que são funcionários públicos, estão entre os profissionais que continuam a trabalhar sem remuneração durante a paralisação governamental. A situação tem afetado vários dos principais aeroportos norte-americanos, levando a suspensões temporárias de operações — como aconteceu recentemente no Aeroporto Internacional de Los Angeles, que paralisou todos os voos durante quase duas horas no último fim de semana.
A crise política em Washington deverá prolongar-se, pelo menos, até 3 de novembro, já que o Senado norte-americano só retomará as suas atividades nessa data. A paralisação do governo federal atingirá 34 dias na próxima segunda-feira, aproximando-se do recorde de 35 dias registado durante o primeiro mandato de Donald Trump, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.
O atual bloqueio resulta do impasse entre democratas e republicanos: os primeiros exigem a extensão dos subsídios do Obamacare, que expiram no final do ano, enquanto os segundos defendem a sua eliminação.
