O grupo alemão Lufthansa enfrenta um período de ajustamento interno enquanto tenta recuperar terreno face à Air France-KLM e ao grupo IAG, que gere a British Airways.

Apesar dos esforços do CEO Carsten Spohr para reduzir custos, centralizar operações e simplificar uma frota complexa, a companhia continua atrás das rivais em resultados financeiros e desempenho operacional.

As ações da Lufthansa subiram ligeiramente, mas continuam muito abaixo da concorrência: os títulos da IAG cresceram 92 % e os da Air France-KLM 15,7 %. A margem operacional do grupo caiu de 7,6 % em 2023 para 4,4 % em 2024, com projeções de 4,8 % para 2025.

Entre as medidas em curso estão o corte de 20 % nos postos administrativos, a reforma de aeronaves antigas e a aposta na nova cabina Allegris, que promete reforçar as receitas de lugares premium.

“Ficámos atrás dos concorrentes em desempenho financeiro e operacional, mas estamos a mudar isso”, afirmou Spohr.

Os investidores reconhecem que a empresa está a focar-se “nas áreas certas” — produtividade e eficiência — mas alertam para desafios imediatos: atrasos na entrega de aviões Boeing, negociações laborais difíceis e ameaças de greves.

A Lufthansa pretende alcançar uma margem operacional entre 8 % e 10 % até 2030, mas analistas lembram que o grupo ainda enfrenta uma estrutura pesada, com seis hubs e nove marcas, incluindo a ITA Airways e a Eurowings.

“A estratégia é boa, mas a execução tem sido fraca”, resumiu o investidor Ingo Speich, da Deka Investment.

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