A companhia aérea Azul Linhas Aéreas apresentou uma nova atualização do seu plano de recuperação judicial nos Estados Unidos, destacando uma medida relevante: a rejeição dos contratos de leasing dos Airbus A330neo, os maiores aviões atualmente na frota da empresa.
Até agora, a Azul apenas tinha indicado a intenção de encerrar contratos de arrendamento de jatos Embraer E195-E1 e de alguns ATR turboélice, numa estratégia de redução de custos e racionalização da frota. No entanto, o novo documento divulgado na quinta-feira (23) inclui também os A330neo entre os modelos a serem devolvidos aos locadores, embora não especifique quantas aeronaves serão afetadas nem o momento exato dessa decisão.
Segundo a atualização, “espera-se que os passivos sejam inferiores ao plano anterior devido à manutenção de E195-E1s de baixo custo, ao menor ritmo de entregas de E195-E2 e à rejeição de A330neos”. Esta alteração faz parte do esforço da Azul para diminuir as suas obrigações financeiras e reforçar a sustentabilidade das operações a longo prazo.
Ainda não está claro se a rejeição abrangerá os A330neo atualmente em serviço ou se afetará também as unidades encomendadas à Airbus, cuja entrega estava prevista para começar em 2027.
Em paralelo, a companhia deverá receber três Airbus A330ceo (A330-200), anteriormente operados pela ITA Airways, que deverão integrar a frota no início do próximo ano. Estes aviões, mais antigos e com custos de leasing inferiores, poderão substituir parcialmente os A330neo, permitindo à Azul manter a capacidade de longo curso com menor impacto financeiro.
Com estas medidas, a Azul procura adequar a frota à realidade económica do setor e garantir uma recuperação financeira sólida num cenário ainda desafiante para a aviação comercial.
