O tráfego aéreo europeu registou um início estável da época de verão, com uma média diária de 34.459 voos durante a primeira semana de junho, representando um crescimento de 1,7% face à semana anterior e de 0,7% em comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo o mais recente Summer Flash Briefing da EUROCONTROL, a pontualidade melhorou e os atrasos diminuíram relativamente ao verão passado, apesar dos impactos contínuos da crise no Médio Oriente na distribuição do tráfego pela rede europeia.
As alterações das rotas aéreas continuaram a influenciar o fluxo de tráfego, provocando uma redução de movimentos na Bulgária, Hungria, Roménia e Turquia. Em contrapartida, países como Albânia, Croácia, Chipre, Grécia, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Eslovénia registaram aumentos significativos, acompanhando também o crescimento contínuo do tráfego no sudoeste da Europa.
A EUROCONTROL destaca que a maioria dos prestadores de serviços de navegação aérea está a cumprir os compromissos de capacidade definidos no Plano de Operações da Rede, contribuindo para manter os atrasos sob controlo.
Os novos procedimentos operacionais relacionados com fenómenos meteorológicos adversos permitiram igualmente evitar cerca de 300 mil minutos de atraso ATFM desde o início do ano.
A pontualidade das chegadas situou-se nos 76%, ligeiramente abaixo da semana anterior, mas superior aos níveis registados em 2025.
Durante o período analisado, cerca de 41.600 voos sofreram atrasos associados a restrições de gestão de fluxo de tráfego aéreo (ATFM), representando 17% de todos os voos operados.
França, Espanha e Grécia continuaram a ser os principais pontos críticos da rede europeia. Em França, os atrasos estiveram sobretudo relacionados com limitações de capacidade, falta de pessoal e a implementação do novo sistema 4-FLIGHT. Em Espanha, o forte crescimento do tráfego e constrangimentos operacionais afetaram centros de controlo como Barcelona, Madrid e Sevilha. Já na Grécia, a pressão adicional resultante da crise no Médio Oriente continuou a influenciar a gestão do espaço aéreo.




