A Royal Air Maroc (RAM), companhia aérea de bandeira de Marrocos, assinou um acordo com a Starlink para levar internet de banda larga por satélite a toda a sua frota. Com esta decisão, a transportadora marroquina torna-se a primeira companhia aérea africana a contratar a rede de satélites de baixa órbita da empresa de Elon Musk para equipar todos os seus aviões.
O contrato foi formalizado a 4 de agosto, depois de vários meses de negociações, durante os quais foram analisadas as condições financeiras e os requisitos técnicos necessários à implementação do serviço.
A instalação será realizada de forma faseada. Algumas aeronaves da Royal Air Maroc já foram utilizadas para testar a tecnologia e o objetivo passa agora por disponibilizar a conectividade Starlink em toda a frota até 2027. O calendário representa uma antecipação de um ano face ao plano inicialmente previsto, que apontava para 2028, período associado à entrada de uma centena de novos aviões na frota da companhia.
A tecnologia da Starlink utiliza uma constelação de satélites em órbita baixa da Terra, permitindo reduzir a latência face às soluções tradicionais baseadas em satélites geoestacionários. Na prática, esta característica poderá proporcionar uma ligação mais rápida e estável aos passageiros durante o voo.
Embora algumas companhias aéreas africanas, entre as quais a Ethiopian Airlines, já disponibilizem Wi-Fi por satélite através de sistemas Ka-band em determinadas operações, a Royal Air Maroc será a primeira transportadora do continente a estabelecer um acordo com a Starlink destinado à totalidade da frota comercial.
A disponibilização de internet de alta velocidade tornou-se, entretanto, um importante elemento de diferenciação entre companhias aéreas. O acesso à rede permite aos passageiros enviar mensagens, navegar na internet, trabalhar à distância, consultar plataformas digitais e, dependendo da capacidade disponível, utilizar serviços de streaming durante o voo.
Para a Royal Air Maroc, a parceria insere-se num processo mais abrangente de modernização da experiência proporcionada aos passageiros e de reforço da sua presença internacional. A companhia mantém uma rede de destinos que liga Marrocos a vários mercados europeus e africanos, incluindo países da África Ocidental e Central, num contexto de forte concorrência de transportadoras europeias, africanas e do Golfo.
Apesar do acordo já estar formalizado, ainda não foram reveladas informações sobre as condições comerciais do serviço. Permanecem por esclarecer questões como a eventual oferta gratuita do Wi-Fi, as classes de cabine abrangidas, a velocidade e capacidade de ligação, as rotas prioritárias e a data em que o serviço será disponibilizado comercialmente aos passageiros.





