O novo sistema europeu de controlo de fronteiras, conhecido como Entry/Exit System (EES), entrou plenamente em vigor em toda a Europa, introduzindo mudanças significativas nos procedimentos de entrada no espaço Schengen e já a provocar impacto em aeroportos como o de Lisboa.

O sistema substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registo digital obrigatório para passageiros de fora da União Europeia, incluindo a recolha de dados biométricos como fotografia facial e impressões digitais. Este novo processo torna o controlo mais rigoroso, mas também mais demorado, sobretudo nesta fase inicial de implementação.

No Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a aplicação do EES está a exigir adaptações operacionais, com impacto direto no tempo de processamento dos passageiros à chegada. A necessidade de registo individualizado poderá originar filas mais longas, especialmente em períodos de maior movimento.

As autoridades europeias defendem que o sistema vai reforçar a segurança e melhorar o controlo das entradas e saídas, permitindo uma monitorização mais eficaz das permanências no espaço Schengen.

Ainda assim, o setor da aviação alerta para um período de adaptação exigente, com possíveis constrangimentos operacionais enquanto aeroportos e companhias ajustam procedimentos.

A entrada em funcionamento pleno do EES representa um passo importante na modernização das fronteiras europeias, mas coloca desafios imediatos à fluidez do tráfego aéreo, sobretudo em aeroportos com elevada procura como o de Lisboa.