O recente caso internacional de hantavírus associado ao navio de expedição MV Hondius colocou o setor da aviação sob atenção após uma hospedeira da KLM ter sido colocada sob observação médica depois de contacto com uma passageira infetada.

Segundo informações divulgadas internacionalmente, a tripulante esteve em contacto próximo com uma passageira que apresentava sintomas e que acabou por morrer posteriormente devido à infeção por hantavírus. O caso levou autoridades sanitárias e operadores de transporte internacional a ativarem procedimentos de rastreamento e vigilância preventiva.

Apesar da atenção mediática, especialistas sublinham que o risco de transmissão em ambiente aeronáutico continua a ser considerado baixo. Ao contrário da COVID-19 ou da gripe, o hantavírus não se transmite facilmente entre pessoas.

A principal forma de infeção ocorre através do contacto com urina, saliva ou fezes de roedores contaminados, sobretudo pela inalação de partículas presentes no ar.

No entanto, a variante Andes — identificada neste surto — é uma das poucas conhecidas por já ter demonstrado raros casos de transmissão humana em contactos muito próximos e prolongados. Foi essa possibilidade que levou ao acompanhamento de passageiros e tripulações ligados ao caso.

Especialistas recordam ainda que os modernos sistemas de filtragem HEPA utilizados na maioria dos aviões comerciais ajudam a reduzir significativamente riscos biológicos em voo.

Até ao momento, não existem registos de surtos relevantes de hantavírus originados dentro de aeronaves comerciais, mas o caso demonstra como doenças raras podem obrigar o setor da aviação internacional a manter protocolos de vigilância e resposta preparados para diferentes cenários.