As companhias aéreas internacionais estão a reforçar as regras para o transporte e utilização de powerbanks e baterias de lítio a bordo, numa medida que acompanha novas orientações de segurança da International Air Transport Association (IATA) e da International Civil Aviation Organization (OACI/ICAO).
O objetivo passa por reduzir o risco de incêndios provocados por baterias portáteis, um problema que tem vindo a preocupar cada vez mais a indústria aeronáutica devido ao aumento de incidentes registados nos últimos anos.
As novas regras tornam mais rigoroso o transporte destes equipamentos:
Powerbanks continuam proibidos na bagagem de porão.
Apenas podem ser transportados na cabine.
Modelos acima de 100 Wh podem necessitar de autorização da companhia aérea.
Equipamentos acima de 160 Wh são proibidos em voos comerciais.
Algumas transportadoras começaram também a limitar o número de powerbanks permitidos por passageiro.
Outra das mudanças importantes envolve a utilização durante o voo. Várias companhias aéreas estão a desencorajar ou restringir o carregamento de powerbanks a bordo, sobretudo através das portas USB instaladas nos assentos das aeronaves.
As autoridades internacionais alertam que as baterias de lítio podem entrar em sobreaquecimento extremo caso sofram danos, defeitos internos ou curto-circuitos, originando fogo intenso e libertação de gases tóxicos dentro da cabine.
As companhias aéreas recomendam ainda que os passageiros transportem os powerbanks protegidos contra curto-circuito e com a capacidade identificada de forma visível.
Apesar das novas restrições, a maioria dos powerbanks comuns utilizados em viagens continua autorizada. Um modelo de 10.000 mAh corresponde normalmente a cerca de 37 Wh, enquanto equipamentos de 20.000 mAh rondam os 74 Wh, permanecendo abaixo do limite internacional mais comum.
A tendência aponta para regras cada vez mais apertadas nos próximos anos, à medida que cresce o número de dispositivos eletrónicos transportados pelos passageiros em voos comerciais.





