Boeing 737 Max

A Boeing está a intensificar o recrutamento de trabalhadores no noroeste dos Estados Unidos, à medida que avança com a criação de uma quarta linha de produção do modelo Boeing 737 MAX, em Everett, no estado de Washington.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a empresa tem vindo a contratar entre 100 e 140 trabalhadores por semana. O reforço inclui não apenas operários para a nova linha — designada “North Line” — mas também profissionais para áreas como logística, ferramentas, transporte e armazenamento.

A nova linha representa uma mudança histórica, já que será a primeira vez que o 737 será produzido em Everett, quando até agora a produção deste modelo estava concentrada exclusivamente em Renton, também no estado de Washington. A entrada em funcionamento está prevista para meados de 2026 e integra um plano mais amplo de aumento gradual da produção ao longo dos próximos anos.

De acordo com Jon Holden, da International Association of Machinists and Aerospace Workers, a empresa necessita de reforçar equipas não só para a nova linha, mas também para garantir o suporte operacional em várias áreas da cadeia produtiva.

Atualmente, a força de trabalho sindicalizada da Boeing na região já ultrapassa os 34 mil trabalhadores e continua a crescer.

A Boeing tem procurado aumentar progressivamente a produção do 737 MAX, após vários anos marcados por dificuldades, incluindo dois acidentes fatais, maior escrutínio por parte da Federal Aviation Administration e problemas recentes de fabrico e qualidade — como o incidente com um avião da Alaska Airlines em janeiro de 2024.

Em março de 2026, a empresa entregou 46 aeronaves, abaixo das 51 registadas em fevereiro, devido à necessidade de reparar cablagem defeituosa em cerca de 25 aviões 737 MAX. Ainda assim, o diretor financeiro, Jay Malave, indicou que o impacto deverá ser temporário, com algumas entregas a transitarem para o segundo trimestre, sem alteração da meta anual.

A fabricante tem vindo a aumentar o ritmo de produção mensal de 38 para 42 aeronaves, prevendo uma subida gradual. A nova linha em Everett deverá desempenhar um papel central nesse crescimento, apoiando a expansão sustentada da produção do 737 MAX.