A Airbus prevê que o tráfego aéreo mundial mais do que duplique até 2045, atingindo cerca de 10 mil milhões de passageiros por ano. A estimativa faz parte do novo Global Market Forecast 2026-2045, apresentado em Londres, que aponta para um crescimento médio anual de 3,9% da procura por transporte aéreo.
Para responder a esta evolução, o fabricante europeu estima que serão necessários 42.060 novos aviões nas próximas duas décadas. Deste total, 22.240 aeronaves destinam-se ao crescimento da procura e 19.820 irão substituir modelos mais antigos, promovendo uma renovação significativa das frotas mundiais.
Segundo a Airbus, 81% das entregas serão de aeronaves narrowbody, como os modelos A220, A320neo e A321neo, enquanto os restantes 19% corresponderão a aviões de fuselagem larga. A fabricante destaca ainda o papel do A321XLR, cuja autonomia permite abrir novas ligações diretas entre cidades que antes não eram economicamente viáveis.
Portugal surge referido no estudo com a rota Lisboa–Recife, apontada como um exemplo das novas ligações possibilitadas pela eficiência e alcance da nova geração de aeronaves.
O relatório indica ainda que o crescimento da classe média, a urbanização e o desenvolvimento de novas cidades irão impulsionar a procura por viagens aéreas. Até 2045, a classe média mundial deverá aumentar em 1,4 mil milhões de pessoas, reforçando a necessidade de aeronaves mais eficientes e sustentáveis.
Com uma carteira de encomendas próxima das 9.000 aeronaves, a Airbus considera que a renovação das frotas será um dos principais motores do setor nas próximas duas décadas.




