A Airbus inaugurou a sua 10.ª linha de montagem final (FAL – Final Assembly Line) dedicada à família A320, instalada na antiga unidade de produção do A380 em Toulouse, França. A nova linha representa a segunda unidade deste tipo a entrar em funcionamento no edifício Jean-Luc Lagardère, que foi adaptado para responder ao aumento da procura por aviões comerciais de corredor único.

A cerimónia de inauguração decorreu a 15 de junho de 2026 e contou com a presença de Guillaume Faury, presidente executivo da Airbus, e Lars Wagner, CEO da área de Aviões Comerciais da fabricante europeia.

Com esta expansão, a Airbus passa a contar com quatro linhas de montagem final da família A320 em Hamburgo, na Alemanha, duas em Mobile, nos Estados Unidos, duas em Tianjin, na China, e duas em Toulouse.

“Esta instalação proporciona a flexibilidade e a capacidade necessárias para responder à forte procura do mercado, especialmente pelo A321neo, e apoia o nosso plano de aumento da produção até às 75 aeronaves da família A320 por mês”, afirmou Guillaume Faury.

A nova linha foi construída no espaço anteriormente ocupado pela produção do A380, o maior avião de passageiros do mundo, permitindo à Airbus reutilizar uma infraestrutura existente. Segundo a empresa, a unidade integra sistemas digitais de controlo, logística automatizada e robótica, com o objetivo de melhorar os fluxos de trabalho e a ergonomia dos postos de montagem.

A Airbus pretende atingir uma produção mensal entre 70 e 75 aviões da família A320 até ao final de 2027, estabilizando depois no ritmo de 75 unidades por mês.

Atualmente, cerca de 700 trabalhadores estão afetos à primeira linha de montagem em Toulouse. Quando a segunda linha atingir a capacidade total, a fabricante estima que quase 1.500 pessoas estarão a trabalhar nas duas unidades.

As duas linhas de montagem da família A320 estão instaladas no hangar central da antiga fábrica do A380, uma estrutura com 490 metros de comprimento, 250 metros de largura e 46 metros de altura.

A expansão faz parte da estratégia da Airbus para aumentar a capacidade industrial global e acompanhar o crescimento da procura por aeronaves como o A320neo e o A321neo, modelos que continuam a liderar o mercado mundial de aviões comerciais de corredor único.