A Air France voltou a operar ligações para o Dubai e Riade, numa altura em que várias outras companhias aéreas continuam a manter suspensos os seus voos para destinos do Médio Oriente, em alguns casos até ao final de outubro ou mesmo para datas posteriores.
A companhia francesa retomou as operações para o Dubai e Riade a 25 de agosto. Já as ligações para Beirute permanecem suspensas, estando o regresso previsto para 1 de setembro.
A decisão da Air France surge num cenário de forte impacto sobre o transporte aéreo na região, na sequência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, que levou diversas transportadoras a interromper ou limitar as suas operações para vários destinos do Médio Oriente.
Enquanto a Air France começa a recuperar algumas das suas ligações, outras companhias optaram por prolongar as restrições. As transportadoras do Grupo Lufthansa, por exemplo, deverão manter várias rotas suspensas até 24 de outubro.
No grupo IAG, que inclui a British Airways, estão igualmente previstas suspensões de voos para destinos como o Dubai, Telavive, Bahrein e Amã até 25 de outubro.
A KLM, companhia do mesmo grupo empresarial da Air France, mantém suspensas as ligações para o Dubai, Riade e Dammam até 24 de outubro. Em sentido contrário, a transportadora neerlandesa já retomou os voos para Telavive a 25 de agosto.
Também a Finnair prolongou a suspensão das ligações ao Dubai. Os voos, que normalmente integram a operação sazonal de inverno, só deverão ser retomados a 27 de março.
Entre as companhias asiáticas, a Singapore Airlines prevê continuar sem operar para o Dubai até 24 de outubro. A Cathay Pacific mantém a suspensão das ligações para o mesmo destino até 25 de outubro e para Riade até ao dia seguinte.
A Wizz Air também prolongou as restrições. Os voos entre a Europa e o Dubai e Abu Dhabi permanecem suspensos até 24 de outubro, enquanto as operações para Amã estão interrompidas até 21 de outubro.
No caso da Air Canada, o regresso aos mercados de Telavive e Dubai está apenas previsto para meados de janeiro.
A evolução das operações continua dependente das condições de segurança na região, levando as companhias aéreas a rever regularmente os seus planos de voo e as datas previstas para a retoma das ligações.





