Carlos Oliveira, ex-secretário de Estado com responsabilidade pelas áreas de Empreendedorismo e Inovação, foi indicado para presidir ao Conselho de Administração da TAP, conforme anunciado pelo Governo português nesta quinta-feira, 10 de julho.
A sua nomeação surge no contexto da decisão de separar os cargos de presidente executivo (CEO) e de presidente do Conselho de Administração, funções que estavam, desde 14 de abril de 2023, a ser exercidas cumulativamente por Luís Rodrigues.
Luís Rodrigues continuará como CEO da companhia aérea nacional, mantendo-se igualmente em funções os restantes membros do Conselho de Administração.
Com formação em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, Carlos Oliveira integrou o XIX Governo liderado por Pedro Passos Coelho, como secretário de Estado responsável pelo Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Foi também presidente da InvestBraga, a agência de promoção económica do município de Braga, e esteve à frente da Startup Braga.
Questionado sobre a razão da separação entre os cargos de CEO e presidente do Conselho de Administração, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, justificou a medida com base nas “melhores práticas de governação”, tanto nacionais como europeias.
Em declarações à imprensa, o ministro adiantou que as mudanças entrarão em vigor nos próximos dias, no máximo até à semana seguinte.
Antes da chegada de Luís Rodrigues à liderança da TAP, os dois cargos não eram acumulados: Christine Ourmières-Widener era CEO e Manuel Beja presidia ao Conselho de Administração. Ambos foram destituídos pelo Governo de António Costa com justa causa, na sequência da polémica indemnização atribuída a Alexandra Reis, ex-administradora da TAP e ex-secretária de Estado.
O atual Conselho de Administração da companhia aérea inclui, além de Carlos Oliveira e Luís Rodrigues, os seguintes nomes: Gonçalo Pires, Mário Cruz, Sofia Lufinha, Mário Chaves, Maria João Cardoso, Ana Lehman, João Duarte e Patrício Ramos.
Nesta mesma quinta-feira, o Governo aprovou um decreto-lei que marca o início do processo de privatização da TAP, empresa que voltará a contar com capital privado, após ter sido nacionalizada em 2020 devido aos efeitos da pandemia no setor da aviação.
