A Força Aérea Brasileira (FAB) tem vindo a implementar medidas de contenção de despesas em diversas áreas, como resposta às restrições orçamentais impostas pelo Governo Federal Brasileiro. A situação já se reflete em dezenas de aeronaves imobilizadas e limitações significativas nas operações do ramo aéreo militar do país.
O Grupo de Transporte Especial (GTE) da FAB — responsável pelo transporte de autoridades governamentais — opera actualmente com apenas três dos seus dez aviões, numa tentativa de poupar combustível face à escassez de recursos.
Algumas fontes indicam que, cerca de 40 aeronaves da FAB estão fora de serviço, enquanto aproximadamente 130 pilotos se encontram afastados temporariamente devido à mesma limitação orçamental.
Entre as medidas adotadas para mitigar os impactos financeiros, encontram-se a implementação de horários de trabalho reduzidos e a realização de reuniões por videoconferência. Parte dessas acções começou a ser aplicada a partir do dia 14 de julho.
O Ministério da Defesa foi um dos sectores mais afectados pelos cortes orçamentais determinados como parte do esforço de consolidação fiscal do Governo. Em 2025, o ministério perdeu cerca de 2,6 mil milhões de reais, o que teve impacto directo nas operações da Força Aérea.
Em comunicado oficial, a FAB sublinhou que as restrições orçamentais “afectam não apenas o reabastecimento das aeronaves, mas todo o ciclo de operação e manutenção da frota”. A Força Aérea destacou ainda que “existem limitações na aquisição de lubrificantes, peças de substituição e na realização de reparações nos motores”, comprometendo assim a disponibilidade operacional dos aparelhos e dificultando o cumprimento das missões oficiais atribuídas.
